•
22 de ago. de 2026
A ACEITAÇÃO COMEÇA EM NÓS
Pais refletem sobre aceitar seus filhos com T21 como são, estimulando autonomia, respeitando seu ritmo e priorizando a felicidade acima de expectativas.
Por Conexão Inclusão
Compartilhar

Foto: Eduardo Sato
Uma outra questão à qual devemos estar atentos, quando falamos dos nossos filhos com T21, é: eles se aceitam como são?
E, para responder a essa pergunta, acredito que precisamos fazer antes outras reflexões, pois elas influenciam diretamente nessa resposta:
Nós, pais, aceitamos nossos filhos do jeitinho que eles são? Ou ainda temos dificuldade em compreender que cada pessoa é única, com sua própria singularidade, seu ritmo e sua individualidade? Como tratamos nossos filhos com T21 no dia a dia? Será que realmente estamos estimulando, incentivando e mostrando a eles todo o potencial e a capacidade que possuem, mesmo diante de algumas limitações?
Acredito que grande parte da forma como o Rafa se aceita vem da maneira como nós encaramos e apresentamos a ele a realidade da T21. Se nós acreditamos nele, ele aprende a acreditar em si mesmo. Se enxergamos suas possibilidades antes das suas limitações, ele também passa a enxergá-las.
Precisamos, sim, respeitar o tempo deles e aceitar que algumas limitações fazem parte da sua condição. Mas jamais podemos permitir que essas limitações definam quem eles são ou impeçam que se superem.
Devemos acreditar neles antes mesmo que eles aprendam a acreditar em si. Incentivá-los a sonhar, a tentar, a errar, a aprender e a conquistar seu espaço no mundo.
Confesso que, por muito tempo, tive uma preocupação constante — e, para ser sincero, às vezes ainda me pego pensando nisso — de querer que o Rafa estudasse para ter uma profissão o quanto antes, seguindo o mesmo ritmo dos colegas. Hoje, porém, encaro isso de uma forma diferente. Continuo desejando que ele estude, se desenvolva e tenha uma profissão. Mas compreendi que isso não precisa acontecer no mesmo tempo que as outras pessoas. Cada conquista tem seu próprio momento.
E, mais importante do que seguir um “roteiro pré-estabelecido”, é que ele seja feliz. Que tenha autonomia, independência e possa fazer suas próprias escolhas. Se, no futuro, decidir trilhar um caminho diferente daquele que imaginei para ele, tudo bem, estarei sempre ao lado dele.
Porque, no fim das contas, o maior sonho de um pai não deveria ser que o filho corresponda às suas expectativas, mas que tenha a oportunidade de viver uma vida plena, digna e feliz.
Talvez a verdadeira inclusão comece exatamente aí: quando deixamos de tentar encaixá-los no nosso tempo e passamos a caminhar ao lado deles, respeitando o tempo que Deus preparou para cada um.
Eduardo Hideo Sato - Pai do Rafael de 14 anos que tem a T21, idealizador e coordenador da 1ª equipe de Futsal Down de MG
SIGAM NOSSO INSTAGRAM: @t21arenapark.
Compartilhar
Gostou do conteúdo?
Participe dos nossos grupos e receba notícias, eventos e ofertas exclusivas direto no seu WhatsApp
Anuncie aqui
Divulgue seu negócio no Conexão Itajubá
Guia Comercial
Ver todos →Participe dos Nossos Grupos
Receba conteúdo exclusivo e fique por dentro de tudo que acontece em Itajubá