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6 de out. de 2014
A pseudodemocracia no esporte brasileiro
O Brasil, um país com extensão transcontinental viveu ontem a festa da democracia. Um momento de cidadania, manifestações mais que legítimas que sempre são momentos de esperanças. Esperanças
Por Prof. Ronaldo Abranches
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Esperanças em dias melhores, em que todos, sem distinção de raça, crenças ou qualquer que seja as diferenças, possamos ter os mesmo direitos e ser igualmente cobrados dos mesmos deveres.
A beleza da democracia é usar do poder que emana do povo em favor do próprio povo. Um conceito maravilhoso que na hora da prática se transforma pelo egoísmo e ambição da raça humana.
A realidade cultural que persiste no Brasil desde sua colonização, reflete na gestão de nosso esporte. A diferença é que no esporte o universo é menor, o controle também é menor, levando a uma distorção maior. Se a política partidária deste país consegue gerar grandes distorções em relação a sua função original, no esporte a distorção já é função original dos cartolas que se apropriam dos clubes, ignorando sua constituição como entidade pública de direito privado e fazem deles seus verdadeiros reinados.
O sistema eleitoral no esporte brasileiro é totalmente viciado, proporcionando verdadeiras dinastias como percebemos na CBF, nas federações dos estados e confederações das várias modalidades do esporte. Assim, os coronéis do esporte vão se apropriando indevidamente e promovendo uma constante sangria nas finanças, enfraquecendo cada vez mais sua capacidade de desenvolvimento.
Também no esporte é necessária uma reforma no sistema eleitoral e no controle fiscal para que além de cumprir sua função social, venha a nos orgulhar com seus resultados.
A triste realidade é quando percebemos que quase sempre, as mesmas pessoas que tramitam na área política partidária do Brasil estão também ligadas as principais entidades do esporte neste país.
Talvez a solução esteja em voltar nas caravelas de Cabral e redirecionar a navegação para outros mares. Por enquanto, a intenção que era dos portugueses continua prevalecendo. Ou seja, explorar sem pudor todas as riquezas que há por aqui.
Pelo menos essa é a minha opinião!
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