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16 de ago. de 2016
A sorte em testemunhar uma derrota, que se tornou histórica
Uma sorte que começou ainda em 2015 quando amedrontado pelas frustrações em não conseguir ingressos para os jogos da Copa do mundo em 2014, acabei me antecipando e fiz minha reserva para olím
Por Prof. Ronaldo Abranches
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Em um sábado de céu totalmente azul, com um clima olímpico de arrepiar, me aproximei do ginásio Arena 1 e logo percebi um canto característico de torcida em que parecia ter muitos torcedores. Ao me aproximar percebi que eram poucos argentinos que faziam a diferença pelo entusiasmo e energia. O Canto começou a chamar atenção dos brasileiros que também iam chegando e tentando ganhar no grito, insultando os históricos adversários.
A organização já considerando um jogo de alto risco, aumentou o efetivo da segurança e promoveu no cerimonial pré jogo um discurso dos dois capitães de cada time através do serviço de som, pedindo aos torcedores paz, calma e respeito ao sentimento olímpico.
O final do tempo normal foi dramático quando o jogo terminou com o empate em 85 x 85, levando a partida para a prorrogação. Na primeira prorrogação, ao faltar apenas 3 segundos para terminar, a Argentina estava 3 pontos atrás necessitando nestes 3 segundos, fazer uma cesta de três que poderia facilmente ser neutralizado por qualquer jogador brasileiro que provocasse uma falta e com os dois arremessos livres e a posse de bola ao Brasil, impossibilitaria a Argentina de fazer os três pontos possíveis.
A torcida brasileira estarrecida não acreditou que este artificio não tenha sido feito e que o arremesso inapelavelmente entrara para empatar o placar em 95 x 95 de maneira inacreditável.
O empate calou os brasileiros e reascendeu os argentinos, prorrogando por mais 5 minutos eletrizantes de um basquete que ficaria para sempre na história do basquete desses adversários históricos.
A segunda prorrogação conseguiu ainda maior dramaticidade, mas a Argentina foi mais assertiva no ataque terminando a partida vencendo com o placar de 111 x 107.
Eu estava lá, testemunhando este momento histórico e levando comigo a certeza: Não, eu não tive azar ao estar presente em uma derrota épica. Tive a sorte ao vivenciar o clima e ser testemunha ocular de um jogo olímpico que ficará para sempre na história do basquetebol mundial.
Pelo menos essa é a minha opinião!
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