•
27 de abr. de 2026
AINDA MEU LUGAR DE PAZ
Reflexão sobre a conexão com a natureza e o espiritual
Por Dra. Graça Mota Figueiredo
Compartilhar

Foto: Dra. Graça Mota
Quem mora no mato vira um pouco planta: gosta de chuva, ouve o assovio do vento nas folhas, segue o voo dos pássaros com inveja da liberdade...
Eu sou um pouco assim.
Inda agorinha estava sentada no escuro, atenta aos ruídos da noite. Nunca tinha visto uma coruja por aqui, e hoje uma passou entre os galhos da árvore, piando.
Não tenho sapos por aqui. Tenho esperança de que o laguinho que construí chame os seres das águas. Gosto do coaxar das rãs. Na falta delas fico esperando os peixinhos quando saem das pedras e se escondem nas raízes das moreias. Eles parecem sempre assustados, pobrezinhos.
Eu sonhava com um lago com moreias, e agora elas estão lá. Como o lago não toma sol, acho que não vou ter as flores da moreia, cada uma de uma cor brilhante, como as via Monet. O perfume das flores é intenso, pena...
Tenho aguapé também no lago. Ainda vi duas flores, antes da sombra roubar a vontade dele de florir. Eu me vingo da sombra enchendo as pedras com vasos de flores! Ainda vou fazer todos os vasos em cerâmica, para que tudo converse com a natureza, para que tudo seja pura natureza e eu mergulhada nela, em silêncio e respeito.
É aqui que eu me encontro com o meu deus, feito de terra e de céu, igual a mim em espírito, humano e divino como são os deuses.
É aqui que eu agradeço pela vida e pela morte, pelos mistérios que não quero ver revelados, é aqui que eu me prosto reverente e reafirmo à minha alma que caminhamos juntas até sempre!
Por Quem mora no mato vira um pouco planta: gosta de chuva, ouve o assovio do vento nas folhas, segue o voo dos pássaros com inveja da liberdade...
Eu sou um pouco assim.
Inda agorinha estava sentada no escuro, atenta aos ruídos da noite. Nunca tinha visto uma coruja por aqui, e hoje uma passou entre os galhos da árvore, piando.
Não tenho sapos por aqui. Tenho esperança de que o laguinho que construí chame os seres das águas. Gosto do coaxar das rãs. Na falta delas fico esperando os peixinhos quando saem das pedras e se escondem nas raízes das moreias. Eles parecem sempre assustados, pobrezinhos.
Eu sonhava com um lago com moreias, e agora elas estão lá. Como o lago não toma sol, acho que não vou ter as flores da moreia, cada uma de uma cor brilhante, como as via Monet. O perfume das flores é intenso, pena...
Tenho aguapé também no lago. Ainda vi duas flores, antes da sombra roubar a vontade dele de florir. Eu me vingo da sombra enchendo as pedras com vasos de flores! Ainda vou fazer todos os vasos em cerâmica, para que tudo converse com a natureza, para que tudo seja pura natureza e eu mergulhada nela, em silêncio e respeito.
É aqui que eu me encontro com o meu deus, feito de terra e de céu, igual a mim em espírito, humano e divino como são os deuses.
É aqui que eu agradeço pela vida e pela morte, pelos mistérios que não quero ver revelados, é aqui que eu me prosto reverente e reafirmo à minha alma que caminhamos juntas até sempre!
Por Dra. Graça Mota
Compartilhar
Gostou do conteúdo?
Participe dos nossos grupos e receba notícias, eventos e ofertas exclusivas direto no seu WhatsApp
Anuncie aqui
Divulgue seu negócio no Conexão Itajubá
Guia Comercial
Ver todos →Participe dos Nossos Grupos
Receba conteúdo exclusivo e fique por dentro de tudo que acontece em Itajubá