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28 de mar. de 2026
ALÉM DO DINHEIRO
Em 2004, a revista ‘Economist’ encomendou uma pesquisa visando responder à seguinte pergunta: ‘Onde será o melhor lugar para se morar em 2005?’
Por Prof. Paulo Roberto Labegalini
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Foto: Conexão Itajubá
Em 2004, a revista ‘Economist’ encomendou uma pesquisa visando responder à seguinte pergunta: ‘Onde será o melhor lugar para se morar em 2005?’ Eis os fatores incluídos pelos pesquisadores na análise da qualidade de vida do local: saúde, liberdade, nível de emprego, vida em família e vida na comunidade.
A Irlanda venceu porque o país é uma combinação bem sucedida de altos níveis de emprego, liberdade política, estabilidade familiar e vida comunitária saudável. E a Irlanda foi seguida por: Suíça, Noruega, Luxemburgo, Suécia, Austrália, Islândia, Itália, Dinamarca e Espanha.
Apenas um país fora da Europa conseguiu entrar na lista: Austrália. Os Estados Unidos ficaram em 13º! Também é interessante observar que outros países bem industrializados da Europa não ficaram entre os 10 melhores lugares de se viver; pelo contrário, conseguiram pontuações baixas. A França ficou em 25º, a Alemanha em 24º e a Inglaterra em 29º.
Isso pode sugerir que nem sempre as sociedades altamente industrializadas conseguem gerar aquilo que mais almejam: a melhoria da qualidade de vida de seus habitantes. Será, então, que as facilidades criadas pela competição global nos tornam mais felizes ou será justamente o oposto?
Na minha opinião, o foco nas coisas de Deus é que nos torna melhores seres humanos e, por consequência, melhores profissionais. Se não fosse a ganância pelo poder, não existiria tanta vaidade, egoísmo e inveja.
Também temos a péssima mania de reclamar de tudo. É inerente ao ser humano esquecer de olhar o que tem para somente lembrar do que não tem e prestar atenção naquilo que não está do seu gosto. Que tal mudarmos essa atitude?
O escritor Chris Widener nos fala que devemos gastar um pouco do nosso tempo pensando no que temos de bom em nossas vidas. Segundo ele, todos sabemos disso, mas dificilmente paramos para pensar no assunto. E diz que, se fizermos isso, estaremos moldando a nossa atitude de gratidão e desenvolvendo padrões de pensamentos saudáveis que nos farão mais agradecidos.
Widener conta que existe um velho hino religioso americano que diz: ‘Conte as suas bênçãos, nomeie-as uma a uma.’ Faça isso você também! Separe algum tempo para pôr no papel cada coisa pela qual deve se sentir grato. Para ‘variar tudo o que já vê no noticiário’, olhe mais para a classe socioeconômica que está abaixo da sua em vez de reparar nas que estão acima.
Focar seus pensamentos no que você não tem, mesmo sendo motivador, pode, às vezes, ser fonte de inveja e amargura. Olhar pelo menos de vez em quando para aqueles que têm menos do que você trará gratidão pelo que tem.
Quando trabalhamos nas pastorais da Igreja, quanto mais sucesso adquirimos, mais agradecemos a Deus e procuramos a companhia dos que também são humildes de coração. Assim, mesmo inconscientemente, vamos nos afastando dos mais afortunados.
E a fome nas ruas, já nos acostumamos e nos acomodamos com isso? Trabalhar em algum programa de caridade, por exemplo, abrirá nossos olhos para um mundo mais solidário, concorda? Escolha, por exemplo, uma conferência vicentina e se torne-se pelo menos um mantenedor.
Chris Widener cita Richard Foster que, em seu livro ‘Dinheiro, Sexo e Poder’, diz que o dinheiro deseja ser amado, cortejado, desejado e acumulado. E confirma que doar uma parte do que tem quebrará o poder que a fortuna possa vir a ter sobre você.
Lembre-se, o dinheiro não é uma rota para o mal. O amor a ele é que é a fonte de muitos males. Dar uma boa contribuição aos necessitados regularmente, manterá as coisas na perspectiva certa – você é quem domina o dinheiro, e não o contrário! A verdadeira medida da riqueza de um homem está nas coisas que ele pode conquistar sem ter de comprá-las.
Quando rezamos de coração aberto, percebemos o quanto podemos realizar com muito menos dinheiro. Esse ‘exercício’ nos fará gratos por todos os ‘extras’ que possuímos e nem nos damos conta. E se você quer sentir na pele as privações dos pobres, experimente jejuar. Jejue por um dia ou dois, se conseguir. Você ficará realmente grato quando for comer novamente e passará a ver o mundo com outros olhos.
Lembre-se que o que nós temos nos foi dado. Sim, trabalhamos muito, suamos a camisa e cansamos o cérebro, mas a natureza nos dá, todos os dias e totalmente de graça, o ar que respiramos. Certa vez, o pregador Billy Graham foi questionado sobre o que o deixaria mais surpreso a respeito da vida e ele respondeu: ‘A brevidade dela’.
A vida é realmente muito curta e não temos certeza se amanhã ainda estaremos aqui. Também por isso, devemos lembrar que a vida, assim como o sucesso, é um dom de Deus, um grande presente! Então, devemos sempre serví-Lo e sermos eternamente gratos, não acha?
Paulo R. Labegalini: Cursilhista e Ovisista. Vicentino em Itajubá. Engenheiro civil e professor doutor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre - MG).
Livros do autor:
1. Um professor exigente e religioso (em breve, no prelo)
2. Gotas de Espiritualidade – Editora Bookba (à venda na Amazon, Americanas, Shoptime, Magalu...) – mensagens diárias de fé e esperança, com os santos de cada dia.
3. Pegadas na Areia – Editora Prismas / Editora Appris
4. Histórias Infantis Educativas – Editora Cléofas
5. Histórias Cristãs – Editora Raboni
6. O Mendigo e o Padeiro – Editora Paco
7. A Arte de Aprender Bem – Editora Paco
8. Minha Vida de Milagres – Editora Santuário
9. Administração do Tempo – Editora Ideias e Letras
10. Mensagens que Agradam o Coração – Editora Vozes
11. Projetos Mecânicos das Linhas Aéreas de Transmissão (coautor) – Editora Edgard Blücher
12. Mecânica Geral – Estática (coautor) – Editora Interciência
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