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21 de out. de 2013
As pesquisas, os animais e os homens...
Esta semana vimos ativistas invadindo propriedades privadas e resgatando animais que não lhes pertenciam... A ordem social se apoia em princípios tacitamente aceitos como justos e defensáveis
Por Dra. Graça Mota Figueiredo
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A ordem social se apoia em princípios tacitamente aceitos como justos e defensáveis; um deles é o respeito à propriedade individual, considerada intocável.
Mas valores sociais às vezes são violados. Na maior parte das vezes não há como defender essa violação, e aquele que deixou de cumprir uma regra torna-se passível de punição e a maioria das pessoas é unânime em concordar com a punição.
Mas nem sempre as coisas são assim tão simples.
Às vezes quebram-se regras, e muitos concordam. Na guerra valores se invertem totalmente: sociedades que punem o homicídio colocam medalhas de mérito no peito de quem mata mais pessoas, e esta barbárie geralmente recebe o nome de bravura! Embora cruel, as pessoas comuns aceitam tal inversão sem muita dificuldade. Voltando a paz, os valores voltam aos seus lugares anteriores e tudo se passa sem remorso ou críticas.
Os ativistas dessa semana invadiram locais que não lhes pertenciam, roubaram animais que não eram seus, organizaram rapidamente uma rede clandestina de distribuição destes animais... e uma grande parcela de brasileiros conscientes os apoiou!
Há tempos o ser humano começa a perceber que não está sozinho no universo; que não é, como a interpretação equivocada de livros sagrados possa dar a entender, o rei da criação; que nasceu em íntima ligação com os outros homens, com os animais, as pedras, os rios e o universo; que se destruir outro ser vivo destrói a si mesmo...
Foi por isso que o Brasil inteiro se solidarizou com o pequeno e corajoso grupo de pessoas que essa semana enfrentou a lei, que teve piedade de animais indefesos, prisioneiros de vaidades, cobiça e ganância.
Como na guerra, inverteram-se os valores essa semana; mas ao contrário das motivações mesquinhas e cruéis de uma batalha, a lei que permite experiências com animais (ainda que novos critérios chamados de "humanos" tenham sido criados) nos envergonham a todos, ou deveriam envergonhar!
Até quando a nossa consciência nos deixará dormir em paz? Quantas invasões mais terão que acontecer para que nos tornemos, realmente, seres "humanos"?
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