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14 de set. de 2026
AS TECNOLOGIAS
Tecnologia vai além de luzes e botões; da primeira machadinha à IA, o maior salto da humanidade divide opiniões. Nosso futuro depende da ética e do acesso justo.
Por Dra. Graça Mota Figueiredo
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Foto: Graça Mota
Eu achava que tecnologia era só aquilo que piscava luzinhas, que trabalhava sozinho apenas com o toque de um botão, e que só os técnicos entendiam. E sei que muita gente pensa assim também.
Mas aprendi, num curso sobre “Uso da Tecnologia em Educação” que tecnologia é tudo aquilo que o homem constrói para facilitar uma tarefa. Sendo assim, a primeira machadinha de sílex nas mãos de um homem primitivo era pura tecnologia.
E, da machadinha até hoje, nós temos criado uma infinidade de facilitadores das nossas rotinas de trabalho.
Desafio o leitor a marcar 5 minutos no relógio, e durante este tempo, fazer uma lista dos objetos tecnológicos que tem em casa. Os cinco minutos terminam antes da lista.
A Revolução Industrial foi um salto tecnológico gigantesco para a humanidade; a Internet foi outro salto, apenas 100 anos depois.
Mas a maioria dos cientistas concorda que a Inteligência Artificial (IA) foi o maior deles, e o que mais transformações trouxe até hoje e trará no futuro em todos os campos do saber humano. E, claro, em todos os nossos hábitos diários de vida.
O curioso é que nunca até hoje uma descoberta trouxe tanto medo, nunca o progresso dividiu tão radicalmente as pessoas entre dois grupos opostos e em guerra entre si: os que são contra e os a favor da IA.
Os que são contra juram que as máquinas inteligentes roubarão o trabalho dos homens e que, no limite, aniquilarão a humanidade. E logo, ainda neste século.
Os a favor enxergam apenas os benefícios para a saúde, para a qualidade de vida, para a expansão da humanidade além da Terra.
Ambas as perspectivas, a meu ver, são plenamente possíveis, e talvez ambas aconteçam em algum nível. Mas o que vai determinar qual delas, a construção ou a destruição, vai prevalecer, será escolha do próprio homem, de todos nós.
Se começarmos, como sociedade, a exigir que o princípio da ética e os valores de acesso de todos às conquistas tecnológicas sejam respeitados tanto quanto (ou mais) do que o lucro econômico de poucos, aí então existe esperança de que a construção prevaleça sobre a destruição.
Se não, que Deus nos ajude, porque talvez o fim da humanidade esteja perigosamente próximo.
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