Educação Financeira e Cidadania
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26 de mar. de 2021
BEM-ESTAR FINANCEIRO: META DE VIDA FINANCEIRA APÓS A COVID-19
Os preços dos alimentos estão nas alturas. Entre outras coisas mais...
Por Grupo Denarius
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O título do nosso último Painel de Educação Financeira foi: O QUE APRENDEMOS DE EDUCAÇÃO FINANCEIRA COM A COVID-19? Na ocasião, apresentamos cinco elementos que devemos buscar sempre que falamos de dinheiro em nossas famílias, que são: 1. Controlar o seu orçamento doméstico; 2. Comprar apenas o necessário; 3. Gastar menos do que você ganha; 4. Fazer reserva para emergências; 5. Avaliar as taxas de juros. Para completar o assunto, no painel de hoje vamos falar de meta de vida financeira após a COVID-19.
E aí você deve estar se perguntando: com tanta coisa acontecendo na nossa sociedade, por que vou me preocupar com dinheiro nesse momento?
Sabemos que estamos vivendo momentos muito difíceis. Pessoas que amamos estão nos deixando. Algumas já não conseguem manter o emprego. Outras já estão com dificuldades para se alimentar. Pequenas e médias empresas estão fechando as portas. Os preços dos alimentos estão nas alturas. Entre outras coisas mais... Por esses motivos, cada um pode apresentar diferentes argumentos para se preocupar ou não com o dinheiro. Entretanto, nenhum desses argumentos pode ser tão abrangente quanto a garantia do bem-estar financeiro. Essa pode ser a principal resposta para superarmos outras crises que estão por vir. Mas afinal, o que é isso?
Se você procurar a definição de bem-estar no dicionário, você encontrará o seguinte: “1. Situação agradável do corpo e do espírito (? SOFRIMENTO). 2. Tranquilidade. 3. Conforto. 4. Satisfação”. Em outras palavras, bem-estar pode ser definido como um conjunto de práticas e de elementos que proporcionam conforto, segurança, tranquilidade e satisfação.
Partindo dessa definição ampla, o órgão americano de proteção ao consumidor (Consumer Financial Protection Bureau - CFPB) disseminou o conceito que o bem-estar financeiro pode ser entendido como o estado em que as pessoas têm capacidade de honrar as suas obrigações financeiras; sentirem-se seguros com relação ao futuro financeiro; e poderem fazer escolhas que lhe permitam aproveitar a vida.
Diferente do que muitos podem imaginar, uma renda mais elevada não resulta, necessariamente, em bem-estar financeiro mais alto. Ou seja, ganhar mais dinheiro (ou aumentar a renda da família) não é condição para conquistar níveis mais levados de bem-estar financeiro. Por isso, a renda não deve ser considerada como a única culpada para uma vida financeira estressada ou insatisfatória.
O que estamos querendo dizer com isso? Estamos dizendo que, se analisarmos famílias diferentes, mas com a mesma renda per capita, poderemos encontrar situações financeiras distintas. Umas podem estar vivendo um momento de superendividamento, sem condições de honrar seus compromissos e suas despesas mensais, precisando recorrer ao mercado financeiro (cheque especial e pagando a fatura mínima do cartão de crédito). Outras podem ter um controle financeiro melhor, com poucas dívidas, mas que encontrem dificuldades em pagar as contas do mês. Em outros casos, famílias podem ser mais organizadas, capazes de honrar seus compromissos mensais, porém sempre sentindo certa insegurança financeira. Por fim, podemos encontrar famílias muito bem controladas financeiramente, que possuem reservas financeiras, vivem relativamente tranquilas e conseguem, aos poucos, alcançar seus sonhos. No mesmo sentido, é possível encontrar famílias com renda per capita alta que estejam passando por situação de estresse financeiro, enquanto outras de renda mais baixa sintam-se tranquilas financeiramente.
Se o bem-estar financeiro não está ligado exclusivamente com a renda, o que devo considerar então? De acordo com o CFPB e os pesquisadores da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), deve-se considerar quatro grupos de elementos, que são:
- Controle financeiro - significa controlar o dinheiro, e não ser controlado por ele. Ou seja, é preciso que as famílias conheçam exatamente como e onde gastam o seu dinheiro, planejem como desejam utilizar a sua renda, e assumam uma postura de consumo mais consciente.
- Tranquilidade financeira - segurança financeira, significa ter a capacidade de passar por situações pouco ou nada previsíveis, ou por momentos difíceis, sem que isso desestruture a vida financeira da família.
- Objetivos de vida - para se sentir bem, não necessariamente as pessoas precisam ter conquistado os seus objetivos de vida, mas sim perceber que se está no caminho para atingi-los (aqui vale destacar que as pessoas devem planejar os sonhos e uma velhice tranquila).
- Liberdade financeira - significa, na prática, não viver em função do dinheiro. Em outras palavras é, por exemplo, capacidade de sair de um emprego para estudar, ou procurar por um novo com calma, ou simplesmente reduzir o tempo de trabalho para ficar mais com a família, sem que isso prejudique a vida financeira da família no final do mês.
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