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13 de jun. de 2026
COMO VOCÊ SE SENTE QUANDO COMETE UM ERRO?
A modéstia é a virtude que contribui para identificar os próprios erros e com isso encontrar os elementos que faltam para acertar
Por Fundação Logosófica
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Foto: Imagem gerada por IA
Muitas vezes, não se percebe nas próprias atitudes, na própria conduta, algo feito de forma errada ou algo a aprender. A correria da vida diária consome quase todas as nossas energias, levando-nos, em determinadas circunstâncias, a atuar de forma apática diante do que acontece. E assim fecha-se a comunicação com a própria consciência, erguendo-se um obstáculo ao avanço e à evolução.
Porém, no momento em que percebemos o erro cometido, encontramos duas alternativas: sermos indiferentes ao que aconteceu ou nos dispormos a analisar nossa própria conduta. Mas, para isso, é necessário estar habilitado a enxergar os acontecimentos. Isso significa possuir os conhecimentos adequados e um método que ensine como fazer.
Quando eu era jovem, queria ser melhor. Queria conhecer muitas coisas a respeito do ser humano e do universo. Queria me sentir segura para atuar diante da vida. Sentia que poderia avançar, aperfeiçoar-me e ser mais feliz, mas não sabia como fazer.
Não sabia que o ser humano é dotado de espírito e de muitos recursos internos, e que pode aprender, por meio de um processo de evolução consciente, a utilizar esses recursos para conhecer a si mesmo e vencer suas limitações em benefício de sua evolução.
Ao conhecer a ciência Logosófica, fui aprendendo a observar os movimentos que acontecem em meu mundo interno. Um mundo até então desconhecido para mim, que abarca a vida e tudo o que a ela pertence: as emoções, os pensamentos e os sentimentos, que aos poucos estou conhecendo.
Ignorava os alcances da sensibilidade, que geralmente atua para indicar alguma coisa, aquilo que se sente, como se fosse um chamado de atenção interno, advertindo, por exemplo, sobre um erro que se comete. Ela também faz pressentir que é possível adotar um comportamento mais elevado, mais adequado à condição de ser humano e de ser espiritual.
Começava, assim, a trilhar um caminho que está me levando a uma vida mais ampla, a um campo experimental cheio de matizes, mas nem por isso mais fácil.
Há muitos anos, precisei ficar em repouso após uma cirurgia e aproveitei esse tempo para desenhar e pintar. Com lápis de cor, consegui transferir para o papel algo que havia visto na natureza. Uma pessoa próxima, experiente em artes plásticas, sugeriu que eu desenvolvesse essa habilidade e aconselhou-me a usar tintas aquarela. Passei a cultivar essa ideia e, desde então, venho me arriscando a praticar algumas técnicas.
Depois de muitas tentativas usando tintas e pincéis, aulas, exercícios livres e observações aqui e ali, fui melhorando minhas habilidades. Estou animada com minha experiência, apesar de perceber que ainda faltam muitas coisas para expressar aquilo que percebo.
Um dia, fiz um desenho em aquarela inspirado em um vaso de flores que tenho em casa e me enchi de alegria, embora tenha notado que ele não ficou tão bom quanto eu imaginava. Mostrei-o a essa mesma pessoa, que prontamente me deu algumas sugestões, como aproveitar melhor a luz branca do próprio papel e colocar tons escuros em determinados pontos para dar profundidade. Mais uma vez, ela me estimulou a continuar.
Com tranquilidade, fiz os retoques e, ao final, o desenho ganhou “alegria e energia”, segundo suas palavras.
Mas nem sempre foi assim. Eu tinha dificuldade em reconhecer que o outro podia ter razão, que o outro podia me ensinar algo que eu ainda não sabia. Para superar isso, foi importante compreender, com o auxílio dos conhecimentos que extraí da Logosofia, que a grande tarefa de ajuda mútua faz parte do plano divino.
Compreendi que, para completar os fragmentos que me faltam, preciso do outro. Preciso ver, nas sugestões que me chegam, a generosidade do ser humano que sabe um pouco mais do que eu e reconhecer que tenho a possibilidade de aprender tudo aquilo que ainda não sei.
No momento em que sou capaz de enxergar que faltou algo para eu realizar corretamente uma tarefa, também estou percebendo a possibilidade de fazer melhor e aprender algo que desconhecia.
A modéstia é a virtude que contribui para identificar os próprios erros e, com isso, encontrar os elementos que faltam para acertar, podendo dar mais um passo em direção ao aperfeiçoamento, tanto no que se refere ao desenho quanto à minha evolução. Em ambos os casos, os conhecimentos são fundamentais.
Quando se tem o propósito de evoluir e ser melhor, quando se possuem os conhecimentos que permitem conhecer a si mesmo e cultivar a atenção, começam a surgir aspectos inteiramente novos sobre si mesmo. Aspectos que sempre serão úteis quando existe disposição para avançar, pois, se são positivos, podem ser ampliados; e, se são negativos, trazem em si a possibilidade de serem corrigidos.
Um pensamento de Jussara Elisa Brun
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