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21 de set. de 2026
DATA FIFA: O TORCEDOR FANÁTICO SOBREVIVE NA BASE DE RIVOTRIL
Pelo menos, essa é a minha opinião!
Por Prof. Ronaldo Abranches
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Foto: Conexão Itajubá
Esta semana completou-se a 28ª rodada do Brasileirão. Faltam apenas dez jogos, e o campeonato entra oficialmente em sua reta final. É bom os clubes da rabeira começarem a reagir logo, porque daqui para a frente cada partida será uma verdadeira decisão para os desesperados. Nesta rodada, o Vasco que vem demonstrando poder de reação conseguiu finalmente sair da zona de rebaixamento, e em grande estilo: uma goleada avassaladora por 5 a 0 sobre o Coritiba. Por outro lado, o Corinthians acendeu a luz vermelha (já que a amarela estava acesa há um bom tempo) e agora se vê a apenas três pontos da degola. Já os gaúchos Internacional e Grêmio seguem abraçados na parte de baixo da tabela, com a torcida gremista rezando por um milagre nas mãos de Renato Gaúcho, que pelo menos começou segurando o empate contra o Palmeiras. E por falar no Palmeiras, o Verdão já não depende mais apenas de si. Deixou o Flamengo abrir três pontos de vantagem, levando a pior no critério de desempate por ter menos vitórias. Claro que isso ainda não define o título, pois dez rodadas significam 30 pontos em disputa, e é certo que o Rubro-Negro vai tropeçar no caminho. Mas, neste exato momento, o que tira o sono das torcidas nem é a tabela: é a odiada Data FIFA. Serão 16 dias parados, entre 21 de setembro e 6 de outubro. É meio mês de bola parada sem fazer girar a máquina do futebol, um baque para os clubes e para os milhares de trabalhadores que dependem dos jogos nos estádios para sustentar suas famílias. As diretorias, já atoladas em dívidas (salvo raras exceções como Flamengo e Palmeiras), vão encarar duas semanas de faturamento zero. O Flamengo só volta a campo no dia 8 de outubro contra o Santos, na Vila Belmiro, enquanto o Palmeiras recebe o Bahia no mesmo dia. Se não bastasse a longa pausa no meio do ano por conta da Copa do Mundo, o torcedor fanático é jogado mais uma vez em uma crise profunda de abstinência clubística, com sérios riscos de surto e depressão. Fora de campo, o diagnóstico é um só: sem o nosso time jogando, o torcedor fanático só sobrevive na base do Rivotril.
Pelo menos, essa é a minha opinião!
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