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16 de out. de 2026
DUAS LINDAS REFLEXÕES
O texto une o ensinamento de Mateus sobre não julgar, as palavras de Madre Teresa sobre amor ao próximo e o apelo de Gesiel Júnior à vivência da Eucaristia como fonte de caridade.
Por Administrador
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Foto: Conexão Itajubá
”Não julgueis, para não serdes julgados; pois, conforme o juízo com que julgardes, assim sereis julgados; e, com a medida com que medirdes, assim sereis medidos. Porque reparas no argueiro que está na vista do teu irmão, e não vês a trave que está na tua vista? Como ousas dizer ao teu irmão: ‘Deixa-me tirar o argueiro da tua vista’, tendo uma trave na tua? Hipócrita, tira primeiro a trave da tua vista e, então, verás melhor para tirar o argueiro da vista do teu irmão.” (Mt 7, 1-5)
A respeito deste Evangelho, a bem-aventurada Madre Teresa de Calcutá (1910-1997), fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade, comentou:
“Para cada doença, existem muitos medicamentos e tratamentos. Mas enquanto não se oferecer uma mão doce pronta a servir e um coração generoso pronto a amar, não acredito que possam jamais curar esta doença terrível que é a falta de amor.
Ninguém entre nós tem o direito de condenar seja quem for. E mesmo que vejamos pessoas naufragando, sem compreender porquê. Não nos convida Jesus a não julgarmos? Talvez tenhamos contribuído para tornar essas pessoas tal como são. Devemos compreender que são nossos irmãos e irmãs.
Este leproso, este bêbado, este doente, é nosso irmão porque também foi criado por um grande amor. Não devemos esquecê-lo nunca. O próprio Jesus Cristo se identificou com eles: “O que fizestes a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim mesmo o fizeste” (Mt 25, 40). E pode ser que essas pessoas se reencontrem na rua, desprovidas de todo o amor e de todo o cuidado, porque nós recusamos a nossa afeição.”
E o amigo vicentino de Avaré, Gesiel Júnior, também escreveu um artigo muito bonito esta semana. Eis o texto:
“O corrente Ano da Eucaristia, a ser encerrado em outubro, está entre os dons que o inesquecível João Paulo II deixou como herança para a sua Igreja. Pode ser um período de graças e de bênçãos para quem pedir a Deus Pai que o alimente com o verdadeiro pão do Céu.
Imitemos, sem receio, os discípulos do Evangelho e peçamos: ‘Senhor, dá-nos sempre deste pão!’. Com ternura, o Mestre certamente nos responderá: ‘Eu sou o pão da vida: quem vem a mim, não sentirá mais fome, e o que crê em mim, nunca mais sentirá sede.’ (Jo 6, 30-35)
Atraídos por estas palavras de Jesus, vamos buscar a Cristo vivo neste admirável Sacramento divino! Sacramento da piedade, sinal da unidade, vínculo da caridade, a Eucaristia não é apenas uma experiência diária de fé, mas contém em síntese o próprio núcleo do mistério da Igreja.
Contudo, com tristeza vemos aumentar o número de pessoas indiferentes, mesmo entre batizados que não se importam em fazer da Eucaristia o sustento da alma, esquecidas de cuidar da própria vida espiritual. E o que é bem triste: também entre os vicentinos há muitos que não dão o devido valor à vida eucarística, não frequentando a missa e abandonando a comunhão sacramental.
Vale fazer entre nós um oportuno exame de consciência:
Como vem sendo feita a celebração do Ano Eucarístico no universo da Sociedade de São Vicente de Paulo? Será que as Conferências vêm se reunindo com frequência para momentos de adoração eucarística? Quantos confrades e consócias têm aproveitado para meditar na grandeza deste mistério a fim de renovar a fé no Deus que está oculto silenciosamente num pequenino pedaço de pão? Ou será que a frieza já endureceu suas almas a ponto de apagar a chama da caridade que os impeliria ao atendimento dos pobres?
O pão da Eucaristia – ensina o Papa Bento XVI – é a comunicação inesgotável do amor de Jesus Cristo, suficientemente rico para saciar a fome de todos os séculos. Que o Senhor nos ensine a entender, com o coração, o motivo de sua presença redentora na hóstia consagrada, pois só assim seremos saciados. Afinal, nada mais pode matar-nos a sede e a fome, porque tudo passa, tudo é efêmero, nada é suficiente.
Vamos! É hora de voltar à mesa eucarística, onde nos sinais humildes do pão e do vinho transubstanciados no seu corpo e sangue, Cristo caminha conosco, como nossa força para tornar-nos testemunhas de esperança para todos.”
E se ‘julgar o irmão’ é falta de amor, também o é nos afastarmos da Eucaristia. É bom lembrarmos que:
Só Deus pode criar, mas podemos valorizar o que Ele criou. Só Deus pode nos dar a fé, mas podemos dar testemunho cristão. Só Deus pode dar a paz, mas podemos semear a união. Só Deus pode nos a alegria, mas podemos sorrir a todos. Só Deus pode dar a força, mas podemos apoiar quem desanimou.
Só Deus é a luz, mas podemos fazê-la brilhar aos olhos dos irmãos. Só Deus é a vida, mas podemos restituir aos outros o desejo de viver. Só Deus pode fazer o que parece impossível, mas também podemos fazer o possível.
Só Deus bastaria para todos, mas Ele preferiu contar com você!
Livros do autor:
1. Um professor exigente e religioso – Editora Quero Saber ß NOVO! – 2026 Leitura gratuita no site: www.institutoquerosaber.org
2. Gotas de Espiritualidade – Editora Bookba (à venda na Amazon, Americanas, Shoptime, Magalu...) – mensagens diárias de fé e esperança, com os santos de cada dia.
3. Pegadas na Areia – Editora Prismas / Editora Appris
4. Histórias Infantis Educativas – Editora Cléofas
5. Histórias Cristãs – Editora Raboni
6. O Mendigo e o Padeiro – Editora Paco
7. A Arte de Aprender Bem – Editora Paco
8. Minha Vida de Milagres – Editora Santuário
9. Administração do Tempo – Editora Ideias e Letras
10. Mensagens que Agradam o Coração – Editora Vozes
11. Projetos Mecânicos das Linhas Aéreas de Transmissão (coautor) – Editora Edgard Blücher
12. Mecânica Geral – Estática (coautor) – Editora Interciência
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