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7 de out. de 2025
FLAMENGO: DE ONDE VEM O DINHEIRO – EDIÇÃO 5 – SOCIO TORCEDOR.
Pelo menos essa é a minha opinião!
Por Prof. Ronaldo Abranches
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Continuando a serie de matérias explorando as principais modalidades de receitas do Flamengo, nessa edição vamos explorar a monetização sobre sócio torcedor que é uma modalidade moderna que não tinha no passado. O clube que foi pioneiro nessa modalidade de receita aqui no Brasil, foi Internacional de Porto Alegre, embora o São Paulo também se diz ter sido o primeiro. O programa do Internacional foi lançado em 2003 e se tornou uma referência para o futebol brasileiro, principalmente após o sucesso de adesões e o impacto financeiro positivo. Foi desenvolvido um programa de fidelização que popularizou essa fonte de receita no país, com foco em descontos de ingressos e benefícios fora do estádio. É importante ressaltar que nessa modalidade há um alto índice de inadimplencia, pois a fidelidade oscila muito em função do desempenho do time. Isso é um dos problemas, pois embora seja uma receita do tipo recorrente (que se repete todo mês), é muito comum à redução do numero de adimplentes (que estão em dia com o pagamento). O Flamengo lançou seu programa de sócio torcedor em 2013, ano que iniciou a grande mudança organizacional e financeira do clube. Em 2023 o Flamengo chegou a 103 mil torcedores, mas em 2024 caiu para 77 mil. Atualmente o clube está trabalhando uma lógica muito interessante e utilizada pela Disney em que cria situações para melhorar a experiência de seus consumidores e torná-las inesquecíveis. O Flamengo acabou de lançar dois novos pacotes de sócio torcedor: Nação Sem fronteiras para torcedores que moram fora do Rio de Janeiro (R$19,81/mês) e também o Nação Maraca que envolvem três pacotes um de R$325,50/mês, outro de R$150,00/mês e um mais barato de R$61,00/mês. Algumas das vantagens de ser sócio torcedor do Flamengo, comprando algum dos pacotes existentes são:
- Prioridade em compra de ingresso dentro e fora do Rio; cashback de 100% da mensalidade em cupons do Zé Delivery;
- Descontos em redes de parceiros locais selecionados pelas embaixadas do clube;
- Receber informações e comunicação para ficar mais perto do clube;
- Ter seu filho (criança) vivendo a experiência de entrar em campo com o time;
- Participar da coletiva de apresentação de novos craques;
- Visitar sala de imprensa e vestiários (MatchDay);
- Sorteios de prêmios.
Atualmente o ranking de numero de sócio torcedor entre os clubes brasileiros são: em primeiro lugar o Palmeiras com 184.712 sócios torcedores, em segundo o Internacional com 111.021, em terceiro o Atlético Mineiro com 106.465, em quarto o Grêmio com 104.823 e em quinto lugar o Flamengo com 100.000 sócios torcedores. Embora esteja em quinto lugar, a reestruturação dos programas poderá ajudar o Flamengo mudar sua posição nesse ranking.
Não consegui a informação do valor da receita do Flamengo especificamente de sócio torcedor, mas fazendo uma conta utilizando um ticket médio de R$150,00 por sócio torcedor para 100 mil torcedores, gera uma receita de 15 milhões/mês. Conforme site do ge.com, a participação da receita de sócio torcedor é o ultimo entre as grandes modalidades de receitas, ocupando 10% da receita total. Embora é a menor participação, mas por ser uma receita recorrente (se repete a cada mês), é algo que ajuda e muito o orçamento dos clubes.
Pelo menos essa é a minha opinião!
Por Ronaldo Abranches/Crônicas do Professor Ronaldo
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