•
25 de set. de 2026
Inclusão em ação: a alegria de um garoto cadeirante inspira reflexão
Em Cristina, durante o Dia da Pessoa com Deficiência Intelectual, um garoto cadeirante mostrou que a felicidade vem da vontade de participar, provando que inclusão é oferecer oportunidades, não limitar.
Por Conexão Inclusão
Compartilhar

Foto: Conexão Itajubá
Nesse mês, no dia 21, foi celebrado o Dia Nacional da Pessoa com Deficiência, mas foi no dia 22 de agosto, exatamente no dia destinado à Pessoa com Deficiência Intelectual, que tive mais uma experiência marcante na cidade de Cristina, e que, com certeza, ficará guardada para sempre no meu coração.
Para mim, aquele momento foi muito maior do que uma simples atividade esportiva ou um treino de interação entre o T21 Arena Park e a APAE de Cristina.
Em determinado momento, uma professora me perguntou:
— “Temos um aluno cadeirante, ele também pode participar?”
Respondi imediatamente:
— “Claro que sim! Aqui é um momento de diversão e inclusão. Todos podem participar!”
E então aconteceu uma cena que jamais esquecerei.
Olhei para a quadra e vi um menino de apenas 13 anos, com uma deficiência física que o impede de andar. Ele estava ali, participando das atividades, utilizando os próprios braços para se locomover, fazendo tudo do jeito que conseguia.
Mas sabem o que mais me marcou? A alegria dele.
Não havia reclamação. Não havia tristeza. Não havia um “eu não consigo”.
Havia vontade de participar. Vontade de brincar. Vontade de estar junto. Vontade de fazer parte.
E aquilo me fez pensar...Quantas vezes nós somos egoístas! Quantas vezes somos capacitistas! Quantas vezes deixamos de olhar as potencialidades das PCDs e vemos apenas as suas limitações!
Enquanto isso, aquele garoto estava ali, diante de todas as suas dificuldades, simplesmente sendo feliz e fazendo o melhor que podia, do jeito que conseguia.
Ele me ensinou uma lição que talvez nenhuma escola pudesse ensinar:
Não precisamos ser “os melhores” para sermos felizes. Não precisamos fazer como os outros fazem. Precisamos apenas fazer o nosso melhor, com aquilo que temos e da maneira que conseguimos. Desde que, principalmente, tenhamos oportunidades.
E é aí que está uma das maiores lições da inclusão:
Precisamos parar de olhar primeiro para a deficiência e começar a enxergar a pessoa, o ser humano. Seus sonhos, sua vontade, sua capacidade e seu potencial.
Não podemos definir o futuro de uma pessoa com deficiência pelas suas limitações ou dificuldades. Não podemos decidir que ela não é capaz simplesmente porque achamos que não conseguirá. E, acima de tudo, não podemos negar oportunidades que talvez possam transformar uma vida.
Foi mais um daqueles dias em que percebemos que aquilo que fazemos pode parecer pequeno para nós, mas representar uma enorme oportunidade para alguém.
É por isso que continuamos acreditando no esporte como ferramenta de inclusão, transformação, autonomia, convivência e protagonismo.
Porque, no final, talvez a verdadeira inclusão seja justamente isso: Não perguntar até onde uma pessoa consegue chegar. Mas oferecer a ela a oportunidade de descobrir.
Compartilhar
Gostou do conteúdo?
Participe dos nossos grupos e receba notícias, eventos e ofertas exclusivas direto no seu WhatsApp
Anuncie aqui
Divulgue seu negócio no Conexão Itajubá
Guia Comercial
Ver todos →Participe dos Nossos Grupos
Receba conteúdo exclusivo e fique por dentro de tudo que acontece em Itajubá