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11 de jan. de 2025
Mergulhando em Mim
Um pensamento de Muriel Levi
Por Fundação Logosófica
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Um dia, meus cunhados me convidaram para ir mergulhar em Angra dos Reis. Nunca tinha pensado em mergulhar com garrafa de oxigênio, máscara, roupa especial, enfim tudo que necessita uma atividade como essa. O pai de minha cunhada tinha um centro de mergulho e era instrutor. Lá ele provia seus hóspedes com um equipamento completo para essa finalidade. Fiquei internamente eufórica porque nunca tinha pensado ser possível viver essa experiência que eu só via em filmes.
O domingo amanheceu com sol e o dia prometia um encantamento especial naquele local. Fomos bem cedo preparar o equipamento para podermos partir de barco até o local de nosso mergulho. Todos se acomodaram e zarpamos. O cenário era privilegiado para todos, as crianças já estavam excitadas com a visão daquele mar límpido e fresco. Quando avistamos os golfinhos que pareciam seguir nossa embarcação foi um espetáculo que só a natureza sabe oferecer em abundância.
Em determinado lugar, especificado pelo comandante, o barco parou. Chegou a hora de meu “batismo”; assim é chamado o primeiro mergulho de alguém. Quando chegamos, eu e meu instrutor, ao fundo do mar, fiquei maravilhada. Quem já viveu isso sabe que é indescritível! Eu parecia uma criança descobrindo um mundo novo.
Tempos depois, estudando sobre a consciência, me recordei esses momentos e me perguntei: por que após de ter visto tantos filmes sobre o mundo marinho tive tanta surpresa? Por que tanta emoção como se eu jamais tivesse visto ou mesmo intuído nada daquilo? Por quê?
Falar da consciência não é nada fácil, mas a partir daquele episódio tão marcante, pude fazer várias reflexões. E fiquei pensando como a vida sem consciência é esquecida. Não é comum se esquecer no dia de amanhã o que se fez hoje?
Nada é permanente se não é vinculado à própria vida. E se vincula à vida, principalmente, quando a vivência é afetiva e, especialmente, feliz. É necessário que se viva e se experimente, para dizer: “eu aprendi, eu sei por que eu vivi.”
Nada é permanente se não é vinculado à própria vida. E se vincula à vida, principalmente, quando a vivência é afetiva e, especialmente, feliz. É necessário que se viva e se experimente, para dizer: “eu aprendi, eu sei por que eu vivi.”A Logosofia, ciência do conhecimento transcendente, ensina que a consciência é essência viva dos conhecimentos que a integram. Não é adquirida com teorizações. A vivência que tive no mergulho não é a mesma para um biólogo que sabe descrever os fenômenos e fatos que está vivenciando. E não teria sido para mim tão maravilhosa sem um instrutor ao meu lado. E onde está a consciência? Ela é essa essência de mim mesma que palpita no meu interno.
- E o quanto se conhece dessa vida interna?
- De onde vem os estímulos?
- Por que se sente gratidão?
- Por que se é feliz com a alegria do outro?
- Por que não se quer errar?
- Por que se quer aprender?
- Por que a vontade de ensinar?
- O que estou fazendo nesse planeta?
- Quem sou eu?
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