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14 de mar. de 2026
NÓS, MULHERES FANTÁSTICAS
Nós, mulheres, somos seres especiais.
Por Misa Ferreira
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Foto: Misa Ferreira
Nós, mulheres, somos seres especiais. Somos bonitas, de beleza que não é só de traços físicos, mas de entranhas, de alma, de espírito, de virtudes, de fortaleza, de grandeza. Somos multifuncionais, flexíveis ao máximo, somos fantásticas. Nossa alma é sutil, e não há quem entenda nossas sutilezas se não for mulher. Rimos sozinhas ou acompanhadas e podemos chorar prantos sem fim até dormir. Somos de paz, não fazemos guerra, contudo, se for necessário, defendemos os nossos filhos com unhas e dentes, matando vinte leões por dia.
Dizem os homens que somos complicadas. Não é verdade. Eles não entendem as sutilezas da alma feminina. Elas sabem e sentem coisas milenares, inomináveis, que brotam da noite pro dia, é um desejo de alguma coisa, uma fome, uma sede de algo inexplicável. Carregam dores inconsoláveis em silêncio. No entanto, mesmo tristes, varrem a casa, cantam baixinho, dão aula de física, cozinham em restaurantes, escrevem poemas, ninam bebês, e quase sempre vivem encantadas e emocionadas com histórias de amor. E no calor da cama soltam as amarras da sensualidade, deixam o jeito de menina para as manhãs singelas e para as noites ardentes, transformam-se em mulheres amantes em tórridos jogos de amor.
Há mulheres que são dotadas de asas e ânsias. Querem voar, querem conquistar, almejam mais do que viver entre as paredes da casa. Certíssimo. Que vão e voem em busca de seus sonhos. Impossível não me lembrar de minha mãe que sempre dizia: se eu tivesse tido oportunidade, teria estudado “leis”. E agora voltando no tempo, acho mesmo que ela teria sido uma brilhante advogada ou talvez uma notável juíza. Seu porte e seu jeito de ser não era para menos.
Reflito também sobre as lavadeiras de antigamente que lavavam ou lavam as roupas nos rios. Como riam, como falavam, como cantavam, às vezes também choravam, tudo com o ruído da água que passava. A vida era difícil como ainda é, só que essas mulheres, quando se reuniam, eram felizes. Percebo que as mulheres são mais unidas, mais cúmplices, mais fraternas, é da nossa natureza, somos assim, sensíveis e acolhedoras. Trazemos sabedoria e fortaleza dentro de nós desde que nascemos. Sabemos consolar umas às outras.
Parabéns para nós, mulheres maravilhas e maravilhosas que curtimos testar novas receitas, que curtimos ler e escrever diários ou poemas e paramos para admirar um sapato bonito em alguma vitrine de uma loja qualquer.
Misa Ferreira é autora dos livros: Demência: o resgate da ternura, Santas Mentiras, Dois anjos e uma menina, Estranho espelho e outros contos, Asas por um dia, Na casa de minha avó e Ópera da Galinhinha: Mariquinha quer cantar. Graduada em Letras e pós graduada em Literatura. Premiada várias vezes em seus contos e crônicas. Embaixadora da Esperança (Ambassadors of Hope) com sede em Calcutá na Índia. A única escritora/embaixadora do Brasil a integrar o Projeto Wallowbooks. Desde 2009 Misa é articulista do Conexão Itajubá, enviando crônicas e poemas. Também contribui para o jornal “O Centenário” de Pedralva.
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