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3 de out. de 2026
PRESCRIÇÃO DE SAÚDE I
A medicina da saúde privilegia a educação e a qualidade humana, tratando cada pessoa como única e combatendo a 'lei de Gerson' e a corrupção, segundo reflexões de Huberto Rohden.
Por Ricardo Leme
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Foto: Conexão Itajubá
A medicina da saúde é mais pedagogia e educação do que técnica clínica e cirúrgica. Sua prática permite que a vida se revista de sentido e significado. Isto ocorre, pois cada pessoa é vista como única em seu processo existencial e não apenas como fragmento estatístico em que, geralmente, esta qualidade única do ser é negligenciada. A medicina da saúde trabalha com qualidade, em detrimento de outras linhas que se baseiam na quantidade.
Um pequeno exemplo disso, aplicado sobre o comportamento das pessoas do Brasil, pode ser observado no caso daquela qualidade humana que diz respeito à lei da vantagem, ou "lei de Gerson" para o brasileiro.
O conceito de saúde, enquanto pedagogia, pede atenção ao espírito brasileiro, especialmente no que diz respeito à doença corrupção. Vale lembrar, ao contrário do que algumas escolas ainda insistem em ensinar, o Brasil não foi descoberto, talvez invadido seja termo de maior precisão, quem sabe? O cineasta Hector Babenco explora esta questão com maestria no filme "Brincando nos Campos do Senhor", indicado ao Globo de Ouro em 1991.
Para quem não compreende, fica mais fácil pensar assim: quando um ladrão invade uma casa e mata seu proprietário, conforme os noticiários atuais mostram, ele descobriu um espaço interior da casa, que antes lhe era desconhecido, incluindo os bens do proprietário anterior. Na medicina da saúde tudo está ligado em uma corrente de eventos e comportamentos que envolve até mesmo a hereditariedade comportamental ancestral, além da genética.
A receita para este mal, proposta pelo pensador brasileiro Huberto Rohden é possuir sem ser possuído, ou em suas palavras:
"Pode um milionário não ser possuído por aquilo que possui, e pode um mendigo ser possuído por aquilo que não possui, mas deseja desregradamente possuir. Mais importante que possuir ou não possuir é saber como possuir ou não possuir. Já na antiguidade era esta a grande sabedoria dos filósofos estóicos.
Abusar é proibido.
Recusar é permitido.
Usar é recomendado."
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