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30 de jul. de 2015
Quanto tempo!
Mais de um mês sem escrever. Quando a gente muda uma rotina antiga, tudo fica meio estranho. Eu estava me mudando em pleno fim de construção, fim de semestre, provas, exames. Ufa! Escrevo hoj
Por Dra. Graça Mota Figueiredo
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Eu estava me mudando em pleno fim de construção, fim de semestre, provas, exames. Ufa!
Escrevo hoje na casa nova, mergulhada numa nuvem branquinha e fofa, que aqui tem muito verde pra chamar neblina.
Este é o meu mundo; longe da cidade, do barulho, do cheiro dos carros, num silêncio cortado só pelos passarinhos, que aqui são os companheiros de toda hora e lugar.
O olhar vaga longe, interrompido só pelas árvores, e se demora nas flores que nascem sozinhas, como se o homem aqui não fosse necessário.
O cheiro é limpo, agridoce às vezes, de vez em quando meio melado, mas nada que se compare ao escapamento dos carros. E nem os sons se parecem, nem de longe, com as buzinas impacientes e deseducadas da cidade.
A preguiça, aquela preguiça gostosa de quem está em paz é a regra por aqui.
E quando chegam as netas, então, tudo se completa.
Claro que a preguiça sai correndo pela porta de trás, enquanto elas entram pela da frente.
Tem coisa mais gostosa do que o grito : "Vóóóóóóó... Tô aqui..."? Como se eu não soubesse, desde a entrada do condomínio, que elas estão chegando...
E o coração da gente é esquisito mesmo.
Sei que, se o Marco fosse vivo, eu estaria morando na cidade, no apartamento onde moramos desde 2009 (verdade que delicioso).
No entanto, vejam só: quantas vezes me pego pensando que o Marco adoraria ver isso ou aquilo, dar comida pros passarinhos, receber as meninas no portão.
Coisas do coração...
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