
Olá pessoal!
Sonhar é essencial. O sonho funciona como um norte, um ponto no horizonte que orienta as nossas escolhas. Mas, para que deixe de ser apenas uma ideia distante, ele precisa de uma base concreta. E uma parte importante dessa base é a forma como lidamos com o dinheiro no dia a dia.
É aqui que entra o conceito de bem-estar financeiro. Bem-estar financeiro não significa ser rico, nem viver sem problemas. Significa conseguir:
Em geral, o bem-estar financeiro pode ser estabelecido a partir de quatro elementos que se conectam: Controle Financeiro, Tranquilidade Financeira, Objetivos de Vida e Liberdade Financeira. A seguir, apresentamos cada um deles de forma sintética, mas com profundidade.
1. CONTROLE FINANCEIRO: ENXERGAR E COMANDAR O FLUXO DO DINHEIRO
O controle financeiro é a base do bem-estar. Significa saber o que entra, o que sai e para onde o dinheiro está indo. Envolve:
Exemplo prático:
Duas pessoas ganham o mesmo salário. Uma “vai vivendo” e só descobre que o dinheiro acabou quando o limite do cartão estoura. A outra anota minimamente as despesas, separa o que é essencial e revisa o extrato ao longo do mês. Mesmo com a mesma renda, quem enxerga melhor o fluxo do dinheiro tende a sentir mais controle e previsibilidade, e isso aumenta o bem-estar financeiro.
Nesse elemento, é fundamental resgatarmos uma conversa que há muito já tivemos, que está ligada ao orçamento doméstico.
2. TRANQUILIDADE FINANCEIRA: REDUZIR O PESO DA PREOCUPAÇÃO
A tranquilidade financeira está ligada à capacidade de suportar imprevistos sem entrar em desespero. Envolve:
Exemplo prático:
Diante de um gasto inesperado com saúde, quem não tem reserva e já está endividado recorre a mais crédito caro e piora a situação. Quem tem um valor guardado, ainda que modesto, consegue amortecer o impacto. O problema existe para ambos, mas quem tem margem de segurança vive menos tensão e ansiedade.
Há muito também temos incentivado aqui no Conexão Itajubá a formação de poupança para reserva de emergências. Além de diminuir a pressão causada por uma eventualidade, a reserva ou a poupança aumenta o que chamamos de resiliência financeira.
3. OBJETIVOS DE VIDA: DAR DIREÇÃO AO USO DO DINHEIRO
Bem-estar financeiro não é apenas “fechar o mês”; é também sentir que o dinheiro está conectado ao que realmente importa. Os objetivos de vida dão direção ao uso dos recursos.
Isso envolve:
Exemplo prático:
Dizer “um dia quero arrumar minha vida financeira” é diferente de dizer “quero quitar o cartão em 12 meses e, depois disso, guardar R$ 150 por mês para um curso”. Quando o objetivo é claro, cada decisão de gasto passa a ser avaliada pelo critério: “isso me aproxima ou me afasta do meu projeto?”. Isso gera sentido e aumenta a percepção de progresso.
Não é o dinheiro pelo dinheiro, mas sim o dinheiro como meio para fazer e realizar a s coisas que realmente são importantes.
4. LIBERDADE FINANCEIRA: AMPLIAR O ESPAÇO DE ESCOLHA
A liberdade financeira não é um estado perfeito de “independência total”, mas um processo de ampliar, aos poucos, o seu espaço de escolha. Ela se constrói quando:
Exemplo prático:
Uma pessoa sempre aceita qualquer trabalho, em qualquer condição, porque está atolada em dívidas e sem reserva. Outra, com renda semelhante, mas com maior controle, alguma poupança e qualificação, consegue avaliar propostas e, se necessário, esperar algo melhor. A segunda tem mais liberdade financeira, mesmo sem ser rica.
Retomando o ponto de partida, você tem sonhos, projetos e desejos para a sua vida e para a sua família. Eles são o “porquê” da sua jornada. O bem-estar financeiro é parte importante do “como” tornar esses sonhos viáveis. Ou seja, com:
Não se trata de mudar tudo de uma vez, nem de buscar uma perfeição inalcançável. Trata-se de dar pequenos passos consistentes, alinhando sonho, comportamento e decisões financeiras.
AUTORES: Prof. Dr. André Luiz Medeiros e Prof. Dr. Moisés Diniz Vassallo