O Conexão Itajubá recebeu nesta sexta-feira a Diretora do Estúdio de Dança Vivência Corpo e Dança, Corali Fernandes, que entre outros estilos ensina sobre a Dança Contemporânea, cujo principal objetivo é a transmissão de sentimentos, idéias e conceitos.
Corali conta que a história da Dança Contemporânea começa por volta de 1900, quando uma bailarina percebeu que o balé clássico não era capaz de expressar o que verdadeiramente ela queria expressar. O mundo já não era mais o mesmo, com todo romantismo etéreo e finais felizes e para expressar esse novo mundo a dança também precisava mudar. A dança moderna proposta por aquela bailarina era dramática e mesmo usando de músicas clássicas possuía uma outra expressão bastante diferente da que se via até então.
Esse movimento acabou se espalhando para o mundo todo, sendo que no pós Segunda Guerra Mundial aconteceu um “boom” da Dança Moderna nos Estados Unidos. Uma bailarina russa deixou seu país e veio para a América onde tudo acontecia para participar desse importante movimento junto de outros tantos bailarinos que como ela buscavam uma nova forma de expressão. Corali aprendeu com essa russa, que depois de passar pelos Estados Unidos ajudou a trazer a Dança Moderna para o Brasil.
Como tudo no começo, a Dança Moderna possuía uma liberdade de movimentos, no entanto, com o tempo passou a se estruturar. Esse não era o objetivo e da busca dos bailarinos por uma dança que tivesse liberdade e expressão maiores nasceu o que se conhece hoje por Dança Contemporânea. Isso foi há 30 anos.
Existem duas grandes diferenças entre a Dança Contemporânea e suas precursoras. a primeira diz respeito à consciência corporal, ou seja, os bailarinos contemporâneos precisam estudar a anatomia corporal, fisiologia, cinesiologia e outras disciplinas para entender como o corpo humano funciona. Entre outras consequências dessa nova forma de ver a dança, a consciência corporal aumentou a vida útil do bailarino que hoje pode dançar mesmo na idade avançada.
A outra grande diferença é a existência do bailarino criador. Nas outras danças quem criava era a figura do coreógrafo, na Dança Contemporârea ele coreógrafa, dirige o que o bailarino já criou. Hoje o bailarino pode improvisar no meio de uma peça, por exemplo. E por conta dessa diferença e liberdade, não apenas bailarinos, mas atores, acrobatas, músicos e outros artistas também podem dançar. A Dança Contemporânea é capaz de interagir com outras artes e tecnologias.
O Estúdio de Dança Vivência Corpo e Dança traz a Dança Contemporânea, a Dança Clássica e Dança Moderna. Não há idade para começar a dançar, sendo que a Dança Clássica e Contemporânea já se pode praticar criança. A Dança Moderna, por conta do trabalho muito pesado, é indicada para maiores de 15 anos. Também não existe idade máxima para a dança.
Interessados em começar aulas de dança podem entrar em contato com Corali Fernandes pelo telefone (35) 9173 9663. O Estúdio Vivência Corpo e Dança fica na Rua Dr. Silvestre Ferraz, 102, sala 2, no Calçadão de Itajubá.
Fonte: Conexão Itajubá / Panorama FM