Entrevista CNX
Golpes ligados à Copa do Mundo aumentam e exigem atenção dos consumidores
10 de jun. de 2026 • Por Conexão Itajubá
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Especialista da Polícia Civil alerta para fraudes em redes sociais, vendas falsas e uso de inteligência artificial para enganar consumidores durante o período que antecede a Copa do Mundo de 2026.
Com a proximidade da Copa do Mundo de 2026, consumidores brasileiros têm sido alvo de um número crescente de golpes relacionados ao evento esportivo. O alerta foi feito por Samuel Gonçalves, escrivão da 2ª Delegacia Regional de Polícia Civil e especialista em fraudes, ao destacar que criminosos aproveitam a popularidade do torneio para atrair vítimas por meio de promoções falsas, vendas fraudulentas e perfis falsificados nas redes sociais. Segundo levantamento citado pelo especialista, 34% dos brasileiros que utilizam a internet já relataram contato com golpes ligados ao tema.
De acordo com Samuel Gonçalves, os criminosos utilizam a Copa do Mundo como chamariz para despertar o interesse das vítimas. As fraudes acontecem principalmente por meio de anúncios em redes sociais como Instagram, Facebook, WhatsApp e TikTok, onde ofertas aparentemente vantajosas são divulgadas para produtos muito procurados neste período, como televisores, camisas de seleções, figurinhas e outros itens relacionados ao futebol. O objetivo é levar o consumidor a realizar pagamentos sem que o produto seja entregue.
Entre os golpes mais comuns estão as falsas promoções de eletrônicos, especialmente televisores, anunciadas com preços atrativos e identidade visual semelhante à de grandes varejistas. Segundo o especialista, a utilização de ferramentas de inteligência artificial tem facilitado a criação de anúncios e páginas com aparência profissional, dificultando a identificação das fraudes pelos consumidores.
Outro problema apontado é a comercialização de produtos falsificados, como álbuns e figurinhas da Copa do Mundo. Embora não haja registros desse tipo de ocorrência em Itajubá, Samuel Gonçalves ressalta que a venda desses materiais já ocorre em plataformas online, principalmente em sites internacionais, e pode resultar na entrega de produtos sem autenticidade.
Para evitar prejuízos, o escrivão recomenda que o consumidor inicie a própria busca pelo produto desejado, evitando clicar diretamente em anúncios recebidos nas redes sociais. Uma das orientações é utilizar agregadores de preços e plataformas reconhecidas, que oferecem informações sobre histórico de valores e verificação dos vendedores.
A conferência do endereço eletrônico também é considerada essencial. Segundo o especialista, criminosos costumam registrar domínios muito semelhantes aos de empresas conhecidas, alterando apenas uma letra ou extensão do site para enganar os usuários. Por isso, é importante verificar cuidadosamente o endereço digitado antes de efetuar qualquer compra.
Outra recomendação é pesquisar a reputação da loja em plataformas de avaliação e reclamação. Ferramentas que informam o tempo de registro do site, nível de segurança e histórico de atendimento podem ajudar o consumidor a identificar possíveis riscos antes de concluir uma transação.
Em casos de fraude ou suspeita de golpe, Samuel Gonçalves orienta que a vítima registre um boletim de ocorrência, inclusive pela internet. Segundo ele, após o registro, a ocorrência é encaminhada para análise da autoridade policial, permitindo o início dos procedimentos de investigação criminal.
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