Os campeonatos estaduais entram em suas fases decisivas mantendo a tradição de colocar os grandes clubes nas semifinais, mas também revelando instabilidade nos bastidores. Para Ronaldo Abranches, apesar das turbulências no início da temporada, o cenário não traz grandes surpresas nas finais.
Leia a Crônica do Professor Ronaldo:
TURBULÊNCIAS A PARTE, NADA DE NOVIDADE NAS FINAIS DOS ESTADUAIS.
Segundo ele, os estaduais funcionam como uma espécie de pré-temporada estendida, especialmente em um ano em que o Campeonato Brasileiro começou mais cedo. “Os regionais ajudam os grandes clubes a se prepararem, ainda que enfrentem equipes de menor investimento. Mas já há pressão porque o calendário está apertado”, avaliou.
No Campeonato Paulista, avançaram às semifinais Palmeiras, Corinthians, Sao Paulo FC e Novorizontino. Abranches aposta em decisão entre Palmeiras e Corinthians, com leve favoritismo palmeirense.
No Rio de Janeiro, o Flamengo abriu vantagem na semifinal e é apontado como favorito ao título. Já o Fluminense aparece em melhor momento que o Vasco da Gama. O Botafogo disputa a Taça Rio, torneio considerado de consolação para os eliminados da fase principal do Estadual.
Em Minas Gerais, o Cruzeiro venceu o Pouso Alegre FC no jogo de ida da semifinal, enquanto Atletico Mineiro e America Mineiro empataram, deixando a decisão totalmente em aberto. Para Marcílio D. Carvalho, a tendência é uma final entre Cruzeiro e Atlético, mas ele ressalta o mérito do Pouso Alegre, já campeão do interior, por ter alcançado a semifinal.
Além das análises técnicas, a pressão sobre treinadores também entrou em pauta. Nomes como Fernando Diniz, Tite e Juan Pablo Vojvoda foram citados como profissionais que enfrentam forte cobrança por resultados e desempenho. Para Abranches, a permanência de um treinador depende não apenas de vitórias, mas da evolução clara da equipe dentro do planejamento do clube.
O debate também abordou o caso recente envolvendo Vinicius Junior e declarações de Felipe Luis. Ambos reforçaram posicionamento contrário ao racismo no futebol. A avaliação é de que episódios de discriminação precisam de punições mais firmes por parte das entidades organizadoras e da arbitragem.
Ao final, Ronaldo Abranches e Marcílio D. Carvalho reiteraram que, apesar das rivalidades e provocações típicas do esporte, não há espaço para preconceito. Para eles, o futebol deve preservar a competitividade e a emoção, mas com respeito dentro e fora de campo.
Por Redação, com informações de Ronaldo Abranches e Marcílio D. Carvalho