O processo seletivo da FEPI aconteceu neste último final de semana e mais uma vez foi um grande sucesso. Segundo o professor Erwin Madisson, Presidente do Conselho Curador da instituição, a procura pelos cursos ofertados cresceu novamente. Além disso, neste ano a instituição ofereceu vagas para 18 cursos, sendo quatro deles novidade: Licenciatura em Matemática, Superior de Tecnologia em Agronegócio, Superior de Tecnologia em Estética e Cosmética e Superior de Tecnologia em Marketing.
Infelizmente alguns dos cursos novos não interessaram à população, o que entristece a instituição uma vez que foram pensados justamente para aliar as potencialidades da instituição ao desenvolvimento da região. Mesmo com a baixa procura a FEPI irá insistir nos cursos de Licenciatura em Matemática e História, presando pelo seu papel de formação e contribuição para com a sociedade.
A realidade do país pede isso. O Brasil vem formando menos professores para dar aulas em matérias específicas e essa situação reflete diretamente na qualidade geral da educação. O principal motivo dessa falta de profissionais são os baixos salários e pouca valorização. A verdade é que os estudantes não se sentem estimulados a fazer um curso de licenciatura para virar professores, esvaziando o mercado. A FEPI percebendo essa demanda procurou ofertar as licenciaturas, uma vez que a consequência disso está por ser sentida.
Os problemas da educação no Brasil são muitos e começam já nos primeiros anos. Nenhuma criança deveria precisar de creche. Todas as crianças deveriam estar na creche. Outro ponto são as escolas em tempo integral, que poderiam tirar as crianças de outras influências, ofertando aos estudantes assistência e atividades o tempo todo. A questão é que a realidade de país não é a mesma em cada cidade, sendo que algumas teriam se preparar e mudar completamente para atender a esse tipo de educação.
O risco de não se ter bons professores é a desqualificação da educação e consequentemente a formação de maus profissionais. O risco é o agravamento e continuidade do que já existe no Brasil. Regiões mais e menos desenvolvidas cada vez mais distantes umas das outras.
Fonte: Conexão Itajubá / Panorama FM