Neste final e início de século dois problemas acometem as pessoas ao redor do mundo: uma doença chamada aterosclerose, causada por stress, aspectos dietéticos, sedentarismo e sobrecarga de alimentação rica em gordura e sal, e a estenose. O Conexão Itajubá conversou com o Chefe do Serviço de Cirurgia Cardíaca do Hospital Escola e professor titular de Cirurgia Cardíaca da Faculdade de Medicina de Itajubá, Dr. Alexandre Hueb sobre o assunto.
A aterosclerose é uma patologia que acomete grande parte da população mundial e ela faz com que haja depósito de gordura nos vasos, no corpo como um todo. Isso pode acontecer no cérebro e eventualmente causar um derrame cerebral, na circulação periférica e causar obstruções na circulação sanguínea e no coração, configurando uma patologia muito grave que é o infarto.
Outra doença que acomete Itajuba e região, assim como o Brasil e outros países em desenvolvimento é a doença ou febre reumática que pode danificar as valvas do coração e causar problemas conhecidos como estenose.
Isso significa que predominantemente a inserção nas doenças do coração passa pelo tratamento da aterosclerose e as doenças das valvas cardíacas. Esse tratamento varia de acordo com o tamanho e intensidade das placas de gordura e em casos avançados de aterosclerose, quando são muitas placas que acometem vários vasos e em uma proporção muito grande, normalmente o tratamento exclusivamente medicamentoso não confere boa qualidade de vida, sendo necessário também o chamado tratamento invasivo.
Uma das modalidade de tratamento invasivo é a angioplastia, que faz uso de um catéter que dilata para esmagar as placas de gordura. Caso sejam muitos os vasos acometidos e a angioplastia não for possível, é preciso lançar mão de uma modalidade cirúrgica, onde o paciente é submetido a uma operação com abertura do tórax e onde são realizadas pontes e enxertos com segmentos de veia safena. A esse procedimento se dá o nome revascularização do miocárdio.
Cabe ao médico sugerir a melhor modalidade, tratamento medicamentoso, angioplastia ou cirurgia, é a mais indicada para cada paciente. É preciso entender que com essas técnicas não é possível curar a doença, essa modalidades servem para conferir qualidade de vida e aumento da sobrevida de pessoas acometidas pela aterosclerose. Além do tratamento também é preciso uma mudança no estilo de vida do paciente para garantir essa qualidade de vida alcançada.
O Hospital Escola está apto para realizar todos os tipos de procedimentos de alta complexidade cardiovascular e agora se prepara para realizar atendimentos pelo SUS. Tanto a equipe quanto o hospital também estão aptos para realizar o transplante de coração, no entanto para que isso possa começar a ser feito é preciso que o HE esteja credenciado a programa nacional de transplantes, para captação e transplante de órgãos. Esse processo já está em andamento e tão logo esse credenciamento seja efetivado, o hospital deverá iniciar os transplantes de coração em Itajubá.
Fonte: Conexão Itajubá / Panorama FM