O sistema de monitoramento climático de Itajubá tem se mostrado fundamental para identificar e responder rapidamente a episódios de alagamento urbano, mesmo em locais distantes de rios. A análise é da diretora da Asthon Tecnologia, Vitória Baratella, e da pesquisadora do Centro de Ciências Atmosféricas (CCA) da Unifei, Michelle Reboita, que detalharam o funcionamento da tecnologia e o cenário climático atual da região.
Um dos casos recentes ocorreu na Rua Augusto de Almeida, no bairro Jardim das Colinas, onde houve alagamentos no dia 15, apesar de o Rio Sapucaí e o Ribeirão Zé Pereira não terem saído de suas calhas. Segundo Vitória Baratella, o local conta com sensores instalados em bueiros que monitoram, em tempo real, o nível da água durante as chuvas. “O equipamento mede a altura do bueiro e da rua, permitindo identificar o momento exato em que a água começa a extravasar”, explicou.
Naquela data, uma chuva de cerca de 15,5 milímetros em menos de uma hora foi suficiente para provocar o alagamento. De acordo com as especialistas, além da intensidade concentrada da chuva, fatores como entulho e lixo descartados inadequadamente contribuíram para o entupimento da drenagem. “É a soma de dois processos: chuva intensa em curto período e dificuldade de escoamento da água”, ressaltou Michelle Reboita.
Leia o artigo de Michelle Reboita e Vitória Baratella:
O Estado do Clima em 2025 e Perspectivas para 2026
Os alertas gerados pelo sistema foram enviados automaticamente aos canais da Defesa Civil, que atuou prontamente no local para interditar a via e orientar a população. Outras ruas monitoradas, como as ruas Tatuí e Uberlândia, não registraram problemas, o que reforça a importância da manutenção contínua dos bueiros e da colaboração da população quanto ao descarte correto de resíduos.
Além do monitoramento urbano, Michelle Reboita chamou atenção para um dado preocupante: o volume de chuvas acumulado. Em 2025, Itajubá e região registraram cerca de 770 milímetros de chuva, praticamente metade do esperado para um ano inteiro, que gira em torno de 1.450 a 1.500 milímetros. “Isso afeta diretamente os reservatórios e é um sinal de alerta para todo o verão, que já apresenta tendência de ficar abaixo da média”, afirmou.
A previsão indica chuvas nos próximos dias, porém com volumes reduzidos e distribuídos de forma irregular, o que exige atenção constante. O sistema de monitoramento permite que a população acompanhe em tempo real o avanço das chuvas e os níveis registrados em diferentes pontos da cidade.
A Asthon Tecnologia também anunciou a reformulação completa de seu site, ampliando o acesso às informações e aos serviços de monitoramento ambiental e climático.
Contatos da Asthon Tecnologia:
Site: asthon.com.br
No site estão disponíveis WhatsApp, e-mail e demais canais de atendimento.
Por Redação, com informações de Vitória Baratella e Michelle Reboita