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16 de out. de 2026
Defesa Civil alerta para risco de deslizamentos durante período de chuvas em Itajubá
Adílson José orienta moradores a redobrarem os cuidados com encostas, árvores e descarte de lixo. Município está em alerta laranja, e equipes monitoram áreas de risco e condições das vias.
Por Conexão Itajubá
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O coordenador da Defesa Civil de Itajubá, Adílson José, alertou nesta sexta-feira para os riscos associados às chuvas intensas no município. Com previsão de precipitação entre 25 e 35 milímetros e o solo já encharcado, a preocupação principal é a possibilidade de deslizamentos de terra e pedras em áreas de encosta. Segundo a Defesa Civil, o município está em alerta laranja, exigindo atenção redobrada da população.
De acordo com Adílson José, a situação dos rios Sapucaí, Zé Pereira, Anhumas e Ribeirão Piranguçu é acompanhada pelas equipes, mas não há, no momento, preocupação com transbordamentos. O coordenador explicou que as chuvas concentradas em curtos períodos podem elevar o nível da água em algumas ruas, provocando alagamentos que não estão necessariamente relacionados ao transbordamento dos rios. A orientação é reforçar a prevenção, principalmente nas áreas mais vulneráveis de Itajubá.
Descarte irregular de lixo aumenta riscos de alagamentos
Adílson José chamou a atenção para o descarte irregular de resíduos em lotes vagos, calçadas e proximidades de bocas de lobo. Durante uma vistoria no bairro Açude, próximo ao Jardim Colinas, a Defesa Civil recebeu denúncias sobre o descarte de sofás, camas e outros materiais de diferentes tamanhos.
Segundo o coordenador, o lixo pode obstruir o escoamento da água e contribuir para alagamentos durante as chuvas. Além disso, terrenos sem manutenção podem favorecer a proliferação do mosquito transmissor da dengue e criar condições propícias para a ocorrência de crimes.
O coordenador lembrou que a Lei Municipal nº 1.795, de 1997, estabelece responsabilidades relacionadas à conservação dos terrenos, incluindo a manutenção da limpeza e do cercamento. O descarte irregular de materiais em vias públicas também pode resultar em multas, conforme a legislação aplicável.
Para solicitar a retirada de móveis e objetos descartados, a população pode entrar em contato com o serviço municipal pelo telefone 156 ou enviar mensagem pelo Itajuzap, (35) 99892-8863, agendando a coleta. Entulhos e outros resíduos também devem ser encaminhados aos locais apropriados para descarte.
Santa Rosa e Cantina estão entre as áreas monitoradas
O coordenador informou que os bairros Santa Rosa e Cantina recebem atenção diferenciada devido às características geológicas e às condições do solo. No bairro Cantina, houve um deslizamento de pedras na sexta-feira anterior à atualização, e a Defesa Civil realizou uma vistoria no local. Na ocasião, não foi identificado risco geológico de novas quedas de pedras, mas o monitoramento continua.
A orientação é que moradores comuniquem à Defesa Civil qualquer movimentação anormal do solo, grande volume de água escorrendo pelas encostas ou outros sinais que possam indicar risco. O órgão trabalha com informações técnicas de setores de monitoramento em Belo Horizonte para avaliar as condições geológicas e hidrológicas do município e emitir alertas quando necessário.
Adílson também destacou a importância das ações preventivas realizadas pela Prefeitura, como a limpeza de bocas de lobo, o desassoreamento dos rios e a poda de árvores identificadas em estudos técnicos. Segundo ele, a manutenção preventiva contribui para reduzir os riscos de acidentes durante períodos de chuva e vento forte.
Ponte do Santos Dumont está liberada para veículos
Adílson José informou que a ponte do bairro Santos Dumont está liberada para veículos de pequeno e grande porte. Após os trabalhos de recuperação, foram construídos gabiões na parte inferior da estrutura e realizado o aterramento da parte superior. Segundo o coordenador, resta a aplicação de uma camada de asfalto, mas a passagem já pode ser utilizada normalmente.
Na Avenida José Vasconcelos, na região do Ribeirão Anhumas, a lateral da ponte sofreu danos após a elevação do nível da água. O local, que chegou a ser totalmente interditado por segurança, está operando em meia pista. Veículos de pequeno porte podem passar, enquanto os de grande porte devem utilizar vias adjacentes. A Defesa Civil monitora a situação, e a Secretaria Municipal de Obras foi informada sobre a necessidade de manutenção.
Rodovia Itajubá–Maria da Fé segue com operação em meia pista
Na MGC-383, no quilômetro 368, trecho que liga Itajubá a Maria da Fé, o trânsito opera em sistema de pare e siga automático. A liberação atual permite a passagem de veículos de pequeno porte, enquanto a obra segue em andamento.
Conforme informações da empresa responsável, repassadas pelo coordenador, a previsão é de liberação total em fevereiro. Adílson orientou os motoristas a reduzirem a velocidade e respeitarem a sinalização, pois há trabalhadores atuando no trecho.
A interdição parcial também aumentou o fluxo de veículos pelo bairro Goiabal, gerando reclamações de moradores sobre buracos, árvores caídas e danos à estrada. O coordenador afirmou que encaminharia a situação à Secretaria Municipal de Obras para avaliar a possibilidade de manutenção, com uso de máquinas e aplicação de materiais para melhorar as condições de circulação.
Defesa Civil recomenda cuidados durante chuvas e ventos fortes
O coordenador ressaltou que a Defesa Civil trabalha em conjunto com a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros e as secretarias municipais para atender ocorrências e prevenir acidentes. As equipes permanecem disponíveis 24 horas por dia.
Adílson também destacou o risco de quedas de árvores, especialmente porque o solo encharcado pode comprometer a sustentação das raízes. No mês anterior, segundo o relato, foram registradas 12 quedas de árvores que provocaram interdições parciais ou totais de ruas, avenidas e até de uma rodovia no município. Nas áreas onde houve poda preventiva, não foram registradas quedas durante o episódio mencionado.
A recomendação é evitar deslocamentos durante chuvas fortes e ventos intensos, não se abrigar sob árvores ou marquises e manter distância de áreas com sinais de instabilidade. A população também deve colaborar com a limpeza urbana, evitando o descarte irregular de resíduos, para reduzir os riscos de alagamentos e outros transtornos.
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