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4 de set. de 2026
Itajubá mapeia 97 pontos de risco em Plano Municipal de Redução de Riscos
Plano com duração de 12 meses prevê uso de drones, oficinas com moradores e definição de intervenções para reduzir riscos geológicos e hidrológicos.
Por Conexão Itajubá
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Itajubá iniciou, em julho de 2026, a elaboração do Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR), que vai mapear 39 pontos com riscos geológicos e 58 com riscos hidrológicos na área urbana e em regiões rurais próximas à cidade. O trabalho é desenvolvido pela Prefeitura de Itajubá com uma equipe técnica coordenada pela professora Adinele Gomes Guimaraes, pesquisadora do Instituto de Recursos Naturais da Unifei, com o objetivo de detalhar os riscos, definir prioridades e indicar intervenções necessárias para reduzir ameaças à população.
Segundo o coronel André Coli, secretário de Defesa Social da Prefeitura de Itajubá, o município aderiu ao programa após chamamento do Governo Federal. Itajubá está entre os 200 municípios brasileiros contemplados para a construção dos planos, em uma iniciativa que envolve o Ministério das Cidades, a Secretaria Nacional de Periferias, a Fiocruz e equipes de pesquisadores. A expectativa é utilizar o levantamento técnico para buscar recursos destinados às intervenções necessárias e substituir medidas paliativas por soluções planejadas.
O plano parte de informações já existentes no Plano de Contingência do município e amplia o detalhamento das áreas de risco. Os estudos vão identificar situações relacionadas, por exemplo, a escorregamentos e quedas de blocos, classificados como riscos geológicos, além de enchentes e alagamentos, considerados riscos hidrológicos. Após o levantamento, serão definidas as áreas prioritárias e, nos casos que exigirem obras, também serão estimados os custos das intervenções.
Entre as regiões que recebem atenção estão a área entre os bairros Santa Rosa e Cantagalo, o bairro Varginha e Anumas, que foram definidos como prioridades para a mobilização social. Nessas localidades, além dos estudos técnicos e mapeamentos, estão previstas oficinas com a população para ouvir moradores e incorporar a experiência de quem vive nas áreas afetadas à avaliação dos riscos.
A professora Adinele Gomes Guimaraes explicou que o projeto terá duração de 12 meses, de julho de 2026 a junho de 2027, com a entrega de 10 produtos ao longo do período. O primeiro relatório, de planejamento, já foi concluído. O segundo produto estava previsto para o fim de setembro e inclui levantamentos e mapas elaborados a partir de diferentes bases de dados.
O cronograma também prevê voos com drone nos dias 14, 15 e 16 de setembro para produzir imagens detalhadas de locais identificados com riscos geológicos. A equipe responsável pelo trabalho conta com apoio da Universidade Federal de Viçosa. Os voos dependem das autorizações necessárias e fazem parte da etapa de levantamento técnico do plano.
A participação comunitária será uma das etapas do processo. As primeiras oficinas têm como objetivo identificar a percepção dos moradores sobre os problemas enfrentados em cada localidade. Posteriormente, também poderão ser realizadas atividades voltadas à orientação sobre como agir em situações de risco. A proposta é reunir o conhecimento técnico com a experiência da população que vive nas áreas mapeadas.
O plano prevê ainda acompanhamento de um comitê gestor municipal, formado por representantes de diferentes secretarias. Ao final do processo, o documento deverá passar por audiência pública, prevista para o próximo ano, antes de sua validação. A população será chamada a conhecer o levantamento e contribuir com a avaliação do trabalho realizado.
Para André Coli, a elaboração do plano representa uma etapa de planejamento para que o município possa solicitar recursos destinados às intervenções. Ele destacou que a existência de projetos técnicos detalhados pode auxiliar a Prefeitura na busca por verbas, embora não haja garantia de repasse. Caso sejam obtidos recursos para obras, as execuções deverão seguir os processos licitatórios previstos na legislação.
Uma das principais preocupações apontadas é a área entre Santa Rosa e Cantagalo. Também foram citados o bairro Varginha e o talude da Vila Isabel, que já é monitorado pelo município com sensores, pluviômetro, sirenes e atuação de um Núcleo Comunitário de Proteção e Defesa Civil (Nupdec). O plano deverá detalhar os riscos e indicar quais medidas são necessárias em cada situação.
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