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14 de abr. de 2026
Minas divulga primeiro levantamento de infestação do Aedes aegypti em 2026 e reforça prevenção
Levantamento aponta 213 municípios com índice satisfatório e 184 em risco de arboviroses.
Por Agência Minas
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Foto: Rafael Mendes / SES-MG
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) divulgou o primeiro Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) de 2026, que orienta as ações de combate às doenças transmitidas pelo mosquito, como dengue, chikungunya e zika. O LIRAa considera a presença de larvas do mosquito transmissor das arboviroses e indica um cenário dentro do esperado para o período sazonal, que vai de outubro a maio, quando há maior incidência da doença no país.
De acordo com o subsecretário de Vigilância em Saúde da SES-MG, Eduardo Prosdocimi, apesar de 2026 ser um ano endêmico para as arboviroses, o monitoramento contínuo é essencial. "Os dados do LIRAa são utilizados para direcionar as ações de vigilância e combate ao mosquito pelas equipes municipais e estaduais", explica.
O levantamento, realizado em 819 municípios, apontou que 213 apresentaram índice satisfatório (IIP menor ou igual a 0,99%), 422 municípios ficaram em situação de alerta (índice entre 1% e 3,9%) e 184 municípios foram classificados em situação de risco, com índice igual ou superior a 3,9%.
O LIRAa é feito por amostragem e realizado quatro vezes ao ano, em ciclos trimestrais. As equipes de saúde visitam casas sorteadas em diferentes regiões das cidades, identificando onde estão os maiores riscos. Durante as visitas, os agentes procuram água parada e coletam larvas do mosquito, permitindo calcular o índice de infestação e indicar o nível de risco em cada município.
Os principais criadouros do mosquito estão dentro ou ao redor das casas, como caixas d’água destampadas, vasos de plantas, pneus e objetos descartados em quintais e terrenos. A forma mais eficaz de combater o mosquito é eliminar esses pontos, com atitudes como manter a caixa d’água bem fechada, evitar água parada em pratos de plantas, descartar corretamente pneus e lixo e limpar calhas e ralos com frequência.
"É fundamental manter os cuidados e eliminar qualquer recipiente com água parada. Pequenas ações no dia a dia ajudam a reduzir os casos e evitar mortes", recomenda Prosdocimi.
Até a 14ª Semana Epidemiológica de 2026, o estado registra cerca de 45 mil casos prováveis de dengue, 7,3 mil de chikungunya e 32 de zika. Apesar do aumento nas últimas semanas, esse comportamento é esperado para o período sazonal da doença. No entanto, os dados mostram uma curva mais baixa e em trajetória de queda nas semanas recentes, reforçando um cenário mais favorável em comparação a anos anteriores.
"A redução dos casos é resultado dos investimentos de Minas no enfrentamento às arboviroses, com o uso de tecnologia e inovação. Estamos caminhando dentro do período sazonal com um cenário mais favorável", observa Eduardo Prosdocimi.
O Governo de Minas investe cerca de R$ 210 milhões por ano no enfrentamento às arboviroses, com ações que incluem apoio aos municípios, ampliação de exames e uso de tecnologias como drones e armadilhas para monitorar o mosquito. O Estado também utiliza estratégias inovadoras, como o método Wolbachia, que consiste na liberação de mosquitos com a bactéria natural, capaz de reduzir a transmissão dos vírus.
Fonte: Agência Minas
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