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30 de abr. de 2026
Operação Espelho Turvo mira estelionato digital e lavagem de capitais
Polícia Civil de Minas Gerais desmantela organização criminosa que lesou 1.200 vítimas.
Por PCMG
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Foto: Divulgação/PCMG
Uma organização criminosa especializada nos crimes de estelionato digital e lavagem de capitais foi alvo da operação Espelho Turvo, desencadeada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) nessa quarta-feira (29/4). Durante o dia foram cumpridos 15 mandados de prisão preventiva e outros 39 de busca e apreensão nos estados do Maranhão, Tocantins, Sergipe, Bahia e Santa Catarina.
Dentre essas medidas, 13 ordens de prisão e 33 de busca e apreensão foram cumpridas no município de Imperatriz, interior do Maranhão. Os outros dois presos foram localizados em Aracaju (SE) e Aguiarnopolis (TO).
Além dos mandados, que resultaram na apreensão de um notebook e 13 celulares, a Justiça determinou o bloqueio de ativos no montante de R$ 10,4 milhões.
A ação decorre de inquérito instaurado pela 3ª Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), unidade vinculada ao Departamento de Operações Especiais (Deoesp) da PCMG. Conforme apurado, o grupo seria responsável por fraudes eletrônicas cometidas contra vítimas em Minas Gerais, com vantagem ilícita estimada em mais de R$ 20 milhões.
Fraude
A partir de levantamentos conduzidos pelo Ciberlab (laboratório de inteligência cibernética), foi identificado um sofisticado esquema criminoso baseado na criação de domínios eletrônicos fraudulentos que simulavam portais oficiais do Departamento Estadual de Trânsito de Minas Gerais (Detran/MG) e da Secretaria de Estado da Fazenda. Dessa forma, os criminosos induziam as vítimas ao pagamento de tributos via Pix, especialmente IPVA, com desvio dos valores para contas vinculadas ao grupo.
O esquema utilizava uma rede estruturada de empresas de fachada e contas de passagem para ocultação e dissimulação dos valores obtidos ilicitamente, sendo identificadas, pelo menos, 20 empresas utilizadas para lavagem de capitais.
Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) e análises de movimentação bancária revelaram complexa engenharia financeira destinada à ocultação do proveito criminoso.
Impacto
Até o momento, a Polícia Civil estima que aproximadamente 1.200 vítimas tenham sido lesadas desde janeiro de 2024, com movimentação financeira ilícita superior a R$ 10,4 milhões. Contudo, há indicativos de que a vantagem criminosa total supere R$ 20 milhões.
A investigação permitiu a individualização de 24 alvos, distribuídos em diferentes níveis da organização criminosa, abrangendo desde operadores responsáveis pela abertura de contas em nome de terceiros até integrantes responsáveis pela gestão e movimentação de elevados fluxos financeiros.
As investigações prosseguem.
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