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7 de mai. de 2026
Operação Ícaro: 49 pessoas são presas e R$ 8,4 milhões são bloqueados em nova fase de ofensiva contra facção criminosa em Minas Gerais
Foram cumpridos 200 mandados e bloqueados R$ 8,4 milhões em valores e bens da facção criminosa.
Por Agência Minas
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Foto: André Cruz / Digital MG
A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), em parceria com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), realizou a terceira fase da Operação Ícaro, com o objetivo de desarticular a estrutura da facção criminosa Comando Vermelho na Zona da Mata. Foram cumpridos mais de 200 mandados em cidades como Juiz de Fora, Eugenópolis, Matias Barbosa e no Rio de Janeiro, incluindo 60 de prisão, 80 de busca e apreensão e 66 de sequestro de veículos. Além disso, foram bloqueados R$ 8,4 milhões em valores e bens da facção criminosa.
O governador de Minas Gerais, Mateus Simões, destacou os resultados da operação durante uma entrevista coletiva em Juiz de Fora. "O crime organizado vai continuar sendo tratado com todo o rigor dentro do estado de Minas Gerais, num esforço interinstitucional, com base em inteligência, velocidade e firmeza na atuação de todos os órgãos", afirmou. "Estamos dando um recado claro para o crime organizado: no estado de Minas Gerais, ele não vai ter espaço, porque as instituições estão organizadas para impedir que eles entrem".
A operação teve como alvo as lideranças estaduais da facção, sediadas em Juiz de Fora, bem como os núcleos de lavagem de dinheiro, gerentes operacionais e os chamados "disciplinas" regionais, responsáveis por monitorar o comportamento de integrantes da facção e moradores das comunidades. O comandante da 4ª Região de PMMG, Coronel Lúcio Ferreira da Silva Neto, destacou que "várias operações como essas já aconteceram, e muitas ainda estão por vir, independentemente da facção criminosa A ou B. A criminalidade não vai conseguir se instalar em nosso estado, mesmo nas divisas da nossa Zona da Mata, graças à integração que tem ocorrido e a vigilância constante do nosso sistema de inteligência da Polícia Militar".
A operação contou com um efetivo de elite das Forças de Segurança de Minas, com apoio da Polícia Civil e da Polícia Penal. A Polícia Militar empregou unidades de resposta especial e de policiamento especializado. De acordo com o MPMG, a nova etapa da operação consolida a maior ofensiva já realizada contra o Comando Vermelho em Juiz de Fora, resultado de uma investigação qualificada conduzida pelo Gaeco, que mapeou a hierarquia e o fluxo financeiro do grupo.
O procurador-geral de Justiça do MPMG, Paulo de Tarso, enfatizou que "a operação de hoje é uma demonstração do que o Ministério Público tem que ter como missão institucional: combater o crime organizado em sua raiz, desarticulando a sua atuação, debelando as suas estruturas, de forma que haja um recuo por parte dessas organizações criminosas dentro do estado de Minas Gerais".
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