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12 de mar. de 2026
PCMG conclui investigação sobre golpes contra idosos em agências bancárias
As apurações, a cargo da 4ª Delegacia de Polícia Civil Centro, tiveram início a partir de registros de ocorrências feitos por vítimas
Por ASCOM PCMG
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Foto: Divulgação/PCMG
O trabalho investigativo voltado ao enfrentamento de crimes patrimoniais contra pessoas idosas resultou na identificação de integrantes de um grupo criminoso especializado na prática de golpes em agências bancárias. A investigação foi conduzida pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) em Belo Horizonte e resultou na prisão de um homem, no estado de São Paulo, e no indiciamento de outros três suspeitos de integrar a quadrilha
As apurações, a cargo da 4ª Delegacia de Polícia Civil Centro, tiveram início a partir de registros de ocorrências feitos por vítimas — em sua maioria idosos, clientes de um banco — que relataram prejuízos após abordagens suspeitas dentro de agências na capital mineira. Ao todo, mais de 30 vítimas foram identificadas no curso da investigação.
De acordo com o inquérito policial, os investigados atuavam dentro das agências se passando por funcionários da instituição financeira e ofereciam auxílio às vítimas na utilização dos terminais de autoatendimento. Aproveitando-se da confiança e da vulnerabilidade das pessoas abordadas, os suspeitos conseguiam acesso às contas bancárias e realizavam saques indevidos sem que as vítimas percebessem a fraude naquele momento.
“As investigações indicaram que o grupo atuava de forma organizada, com divisão de tarefas. Enquanto um dos integrantes abordava e distraía a vítima no interior da agência, outro realizava as transações fraudulentas nos caixas eletrônicos”, detalhou o delegado Alessandro Carlos Rodrigues de Almeida Santa Gema. “Havia ainda participantes responsáveis pelo suporte logístico e pelo monitoramento do ambiente externo das agências durante a execução dos golpes”, completou.
Prejuízo
Somente em Belo Horizonte foram identificados 34 crimes praticados ao longo do último ano, causando prejuízo superior a R$ 200 mil às vítimas. Levantamentos realizados junto à instituição financeira apontam que o mesmo grupo teria lesado o banco no montante de R$ 1,6 milhão em diferentes localidades, incluindo os estados São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná.
Durante as investigações, os policiais civis realizaram análise detalhada de imagens de segurança das agências bancárias, oitivas de vítimas e testemunhas, autos formais de reconhecimento e outros procedimentos investigativos que permitiram identificar a dinâmica criminosa e a participação dos investigados.
As apurações também indicaram que os suspeitos possuem extensa ficha criminal e seriam integrantes de organização criminosa com origem no estado de São Paulo, que se deslocava periodicamente para outras unidades da federação para aplicar golpes semelhantes.
Diante do conjunto de provas reunidas, a PCMG representou pela prisão preventiva dos investigados. A medida foi deferida pelo Poder Judiciário, sendo cumprida no estado de São Paulo em ação integrada entre as polícias Civis de Minas Gerais e de São Paulo (PCESP), resultando na prisão de um dos integrantes do grupo.
Ao final do inquérito policial, três homens, com idades de 41, 44 e 50 anos, foram formalmente indiciados pelos crimes de furto qualificado mediante fraude e receptação, previstos nos artigos 155, incisos II e IV, e 180 do Código Penal. As investigações apontam que a organização criminosa pode ser composta por um número estimado entre 13 e 18 integrantes.
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