A bem-aventurada Teresa de Calcutá (1910-1997), escreveu isto um dia:
“Todos somos capazes de fazer o bem como de fazer o mal. Não nascemos maus: toda a gente tem em si alguma coisa boa; uns escondem-na, outros negligenciam-na, mas a bondade está lá. Deus criou-nos para amar e ser amados; também o escolher um caminho ou outro é uma espécie de teste enviado por Deus. A negligência em amar pode levar-nos a dizer ‘sim’ ao mal e, então, não nos apercebemos até onde é que isso pode conduzir-nos. Felizmente, temos o poder de tudo superar pela oração.
Se nos voltarmos para Deus, irradiamos a alegria e o amor sobre todos os que nos rodeiam; em contrapartida, se o mal toma conta de nós, o espalhamos à nossa volta. Se nos encontramos perto de alguém que está no caminho do mal, façamos tudo para lhe mostrar que Deus se ocupa sempre dele. Rezemos intensamente para que ele redescubra a oração, veja a Deus nele próprio e O encontre nos outros.
Todos nós fomos criados pela mesma mão amorosa. O amor de Cristo é sempre mais forte do que o mal que há no mundo. É preciso, portanto, amar e ser amado. É tão simples e não deveria ser uma luta assim tão grande para consegui-lo!”
E o vicentino Pe. Lucas de Almeida, fez esta reflexão:
“Ao longo de toda a história, o homem se faz de autossuficiente e quer satisfazer apenas os seus desejos; em torno deles, reza e trabalha. Mas isso não satisfaz a raiz do ser humano. Um de seus dramas é sair dos próprios interesses que, ao final, perfazem um círculo vicioso de alcançar o transcendente. Jesus nos diz que essa fome se sacia na escuta da Palavra de Deus. Essa escuta não impede o trabalho, mas lhe dá sentido e se torna condição de boa oração.
No capítulo 10 de São Lucas, Jesus está diante de duas mulheres privilegiadas: Marta e Maria, irmãs de Lázaro. Ora, para entrar em Jerusalém, os peregrinos costumavam lavar-se antes e era em Betânia, naquela casa, que Jesus cumpria esse ritual. E Maria O escutava… Marta, como qualquer dona-de-casa, se preocupava em preparar a comida para os 13 viajantes. Ela estava atarefada sim, porém, o trabalho a fazia ficar distraída e não ouvia as palavras de Jesus.
O trabalho só é necessário e bom se não for empecilho para a escuta da Palavra de Deus e, a oração rezada, só terá sentido se ligada a essa escuta. Escutar a Palavra não é só lê-la ou ouvi-la, mas transformá-la em prática de vida, em oração e em obras. A todos é dada essa graça e todos são chamados a esse esforço para entenderem o que significa viver cristãmente.”
E juntando as duas reflexões deste artigo, dá para resumir o seguinte: ‘Não nascemos maus, fomos criados para amar e ser amados, mas, se não rezarmos o suficiente, o mal toma conta de nós! Mesmo no trabalho, essa prática cristã não pode ser esquecida para não nos afastarmos de Jesus’.
E como Satanás fica feliz quando não temos tempo para Deus! Ele deseja que deixemos de ler a Bíblia, tenhamos desculpas para não evangelizar, façamos fofocas, sejamos maus exemplos ao pecarmos frequentemente, enfim, ele se diverte muito conosco se formos fracos. E mandá-lo de volta para o inferno é muito fácil, como nesta história:
Numa cidade, chegou um circo com um palhaço que tinha o poder de divertir sem medida todas as pessoas da plateia, mas sempre com pornografias, gestos obscenos e piadas muito sujas. O riso era tão bom para os adultos que passaram a deixar as crianças em casa! E, também, todos os que iam frequentemente à igreja passaram a trocar a oração pelo tal artista, que possuía o ‘dom de eliminar angústias’.
Um dia, um morador desconhecido tomado de profunda depressão, procurou o médico que, sem relutar, indicou o circo como o lugar de cura para todos os males daquela natureza. O homem levantou-se muito triste, olhou o médico nos olhos e disse: ‘Não posso procurar o circo para resolver o meu problema… eu sou o palhaço!’
A partir daquela data, todos foram voltando à igreja, pedindo perdão para alcançarem a cura definitiva dos seus males. E o palhaço? Bem, se o substituirmos por Satanás, com certeza foi tentar emprego em outro ‘circo’, onde a plateia se interessasse pelas suas piadas. E quando sabemos que tudo o que ele quer é acabar com o nosso sossego, passamos a não frequentar o ‘Circo do Inferno’.
Portanto, para despachar o mal, concluo com as frases fervorosas do Pe. Lucas e da Madre Teresa: “Todos são chamados para entenderem o que significa viver cristãmente”; e “Felizmente, temos o poder de tudo superar pela oração”. Por isso, o bom cristão é otimista!
Por Paulo R. Labegalini
Cursilhista e Ovisista. Vicentino em Itajubá. Engenheiro civil e professor doutor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre – MG).
Livros do autor:
1. Gotas de Espiritualidade – Editora Bookba (à venda na Amazon, Americanas, Shoptime, Magalu…) – mensagens diárias de fé e esperança, com os santos de cada dia.
2. Pegadas na Areia – Editora Prismas / Editora Appris
3. Histórias Infantis Educativas – Editora Cléofas
4. Histórias Cristãs – Editora Raboni
5. O Mendigo e o Padeiro – Editora Paco
6. A Arte de Aprender Bem – Editora Paco
7. Minha Vida de Milagres – Editora Santuário
8. Administração do Tempo – Editora Ideias e Letras
9. Mensagens que Agradam o Coração – Editora Vozes
10. Projetos Mecânicos das Linhas Aéreas de Transmissão (coautor) – Editora Edgard Blücher
11. Mecânica Geral – Estática (coautor) – Editora Interciência