Várias bactérias receberam recentemente o título de superbactéria, ou seja, se tornaram resistentes aos antibióticos atualmente disponíveis, algumas vezes elas são resistentes à maioria deles e outras tem resistência a todos eles. Segundo o infectologista do Hospital Escola da Faculdade de Medicina de Itajubá, Dr. Bruno Michel, essa é uma característica bastante preocupante. Essas bactérias são difíceis de se tratar e em alguns casos os pacientes morrem por não haver medicamento disponível para o tratamento.
As superbactérias existem naturalmente, no entanto, com frequência muito baixa. O uso indiscriminado de antibióticos contribuiu para a seleção dessas bactérias que se multiplicaram e se tornaram mais frequentes. O desenvolvimento de novas drogas é difícil e caro, então não é um investimento vantajoso para as empresas, o que acaba sendo um entrave para a área. Já se discute melhorar as condições econômicas para esse desenvolvimento em laboratórios, uma vez que elas são muito necessárias. Hoje são poucas as drogas disponíveis.
Também existem bactérias que são fundamentais para a sobrevivência do ser humano e esse é um campo novo de estudos. O ser humano possui cerca de 10 células de bactérias para cada célula própria no seu organismo. Um adulto tem 10 quilos de bactérias no corpo e essa relação tem sido cada vez mais alvo de estudos recentes.
Fonte: Conexão Itajubá / Panorama FM