No próximo dia 16 de agosto, a cidade de Piranguçu, no sul de Minas Gerais, será palco da terceira edição da Revoada, um evento que celebra o voo livre e reúne pilotos e entusiastas em um dia repleto de adrenalina e paisagens deslumbrantes. Com o apoio da Prefeitura de Piranguçu, por meio da Diretoria de Esportes, o evento promete atrair tanto pilotos experientes quanto turistas interessados em vivenciar a emoção do voo duplo.
Os pilotos Rod Silva e Gusthavo Rodrigues, figuras conhecidas no cenário do voo livre, compartilharam detalhes sobre o esporte e o evento. Segundo eles, o voo livre é uma prática sem motor, utilizando equipamentos como o parapente, que permite planar aproveitando as forças da natureza, como ventos e térmicas. “O voo livre começou com alpinistas franceses que desciam montanhas voando. Hoje, os equipamentos modernos têm um planeio de 15 para 1, ou seja, a cada metro que você desce, percorre 15 metros na horizontal”, explicou Rod Silva.
Gusthavo Rodrigues destacou os dois principais tipos de voo: o lift, que utiliza ventos que batem nas montanhas para manter o piloto no ar, e o voo de térmica, que aproveita o ar quente ascendente para ganhar altitude. “É como o urubu faz: ele não bate as asas, apenas planeja nas térmicas, e nós fazemos o mesmo”, comparou Gusthavo, mencionando que já voou ao lado de aves como gaviões, em uma conexão única com a natureza.
O evento não é apenas para pilotos. A Revoada é aberta à comunidade, com voos duplos disponíveis para turistas que desejam experimentar a sensação de voar. Embora tenha características de competição, com modalidades como permanência (quem fica mais tempo no ar), voo de distância (quem vai mais longe) e hike and fly (subida a pé com o equipamento nas costas), o foco é a integração e a diversão. “É um evento participativo, para todos. A Prefeitura de Piranguçu está nos apoiando, e teremos pilotos experientes para voos duplos”, afirmou Rod.
Sobre os riscos do esporte, Rod Silva enfatizou que a segurança depende de três fatores: a instrução do piloto, a qualidade do equipamento e as condições climáticas. “Um piloto bem treinado, com o equipamento certo e em um dia adequado, reduz os riscos. Mas o maior perigo é se apaixonar pelo esporte”, brincou. Ele também destacou a importância do curso de formação, que leva cerca de quatro meses, e da supervisão de pilotos experientes, especialmente para iniciantes.
A Revoada terá como ponto central a rampa de Piranguçu, localizada em uma área de fácil acesso e com vistas privilegiadas. Para quem deseja participar ou experimentar um voo duplo, as inscrições e informações estão disponíveis no Instagram @chaledarampa. O evento também promete ser uma oportunidade para conhecer a acolhedora cidade de Piranguçu e suas belezas naturais.
Com recordes impressionantes, como o voo de 570 km registrado no sertão nordestino, e histórias locais, como o voo de Piranguçu até o litoral de Búzios, no Rio de Janeiro, o voo livre se consolida como um esporte de liberdade e aventura. “É uma família. Você nunca voa sozinho, sempre tem alguém experiente por perto”, finalizou Gusthavo.
A Terceira Revoada de Piranguçu promete unir esporte, natureza e comunidade em um dia inesquecível. Prepare-se para decolar!
Por Redação