Em um cenário marcado por instabilidades econômicas e geopolíticas, os coordenadores do Grupo Denarius, André Medeiros e Moisés Vassallo, alertam para a necessidade de cautela financeira. As incertezas, que vão desde guerras comerciais até flutuações cambiais, impactam diretamente a população brasileira, exigindo estratégias defensivas para proteger o orçamento pessoal.
André Medeiros destaca que, diferente de um risco calculado, a incerteza impede prever ganhos ou perdas. “Estamos sendo bombardeados por incertezas de todos os lados: guerras geopolíticas, econômicas, fiscais e de informação”, explica. Ele aponta que decisões imprevisíveis, como as tarifas anunciadas por Donald Trump, geram volatilidade no câmbio e afetam exportações, importações e investimentos internacionais.
Moisés Vassallo reforça que a imprevisibilidade global, agravada por anúncios de tarifas e tensões com países alinhados aos BRICS, causa impactos diretos no bolso do brasileiro. “O dólar sobe e desce, os juros estão nos maiores patamares em 20 anos, e isso afeta desde o pagamento de contas até a tomada de empréstimos”, afirma. Para quem enfrenta dívidas, Vassallo sugere aproveitar o momento para renegociar com bancos, que estão com caixas cheios devido à alta taxa de juros e à baixa procura por crédito. “Visite outras instituições financeiras e negocie melhores taxas”, recomenda.
Os especialistas alertam contra o consumo impulsivo, prática comum entre brasileiros. “Muitas vezes, as pessoas tomam empréstimos para compras desnecessárias, como trocar de carro, pagando juros altíssimos”, observa Medeiros. Ele enfatiza que a alta taxa de juros, usada pelo Banco Central para controlar a inflação, é um sinal para evitar gastos supérfluos e priorizar reservas financeiras.
Sobre o cenário econômico brasileiro, Vassallo destaca que o país vive um momento de pleno emprego, mas com desafios. “Faltam trabalhadores qualificados, e as empresas precisam pagar acima do previsto para contratar. Porém, o crescimento econômico depende de investimentos estrangeiros ou aumento de produtividade, que só virá no longo prazo com mais investimento em educação”, explica. Para 2025, ele descarta recessão, mas também não prevê crescimento significativo.
Diante das incertezas, Medeiros e Vassallo recomendam prudência: evitar empréstimos, negociar dívidas e, para quem tem condições, aproveitar o dólar baixo para planejar viagens ou importações. A mensagem é clara: em tempos turbulentos, a defensiva financeira é a melhor estratégia.
Por Redação