Após a grande maioria dos grandes clubes brasileiros estarem endividados e sem saídas para suas crises financeiras e consequentes falências, a possibilidade de transformação em futebol empresa (SAF), surgiu como uma luz no fim do túnel para suas apaixonadas torcidas. Essa possibilidade além de apagar o pesadelo de ver seus clubes fecharem as portas (atividades), a SAF trouxe novo ânimo com a possibilidade de grandes investimentos com elencos mais competitivos. Assim aconteceu com Bragantino, Botafogo, Vasco, Atlético mineiro, Bahia, Cruzeiro, entre outros. Alguns casos já demonstraram que foi muito promissor para seus fieis torcedores como é o caso de uma das primeiras aquisições que foi o pequeno clube da cidade de Bragança Paulista do interior de São Paulo adquirida pelo grupo Red Bull em que após a aquisição, o clube passou a participar de torneios internacionais, brigando sempre na parte de cima da tabela do campeonato brasileiro (um dos mais competitivos do mundo). Além de hoje ter um centro de treinamento de primeiro mundo, agora está ampliando seu estádio. Já o Vasco teve uma péssima aquisição pelo grupo 777 Partners, que é um fundo de investimento privado com sede em Miami, nos Estados Unidos. Atualmente além de não resolver o caos financeiro do clube carioca, gerou uma disputa judicial que somente vai prorrogando o sofrimento da grande torcida Cruzmaltina. Mas na visão de grande investidores, pode ser uma boa modalidade de investimento de risco em longo prazo. Dois casos desse tipo de investimento no Brasil foram feitos por investidores considerados top dez entre os mais ricos do planeta: o grupo Red Bul que adquiriu o Bragantino são também donos dos clubes Leipzig, Salzburg, New York e Omiya Ardij do empresário austríaco Mark Mateschitz que ocupa a terceira colocação no ranking, com fortuna estimada em US$ 44 bilhões (R$ 244,8 bilhões). A outra SAF formada no Brasil, na qual tem o investidor Mansour Bin Zayed Al Nahyan dos Emirados Árabes que está no top dez dos mais ricos do Planeta que comanda o Grupo City (que tem os clubes Manchester City, Bahia e mais dez clubes espalhados no mundo), com uma riqueza estimada em US$ 30,4 bilhões (R$ 169,1 bilhões). Isso não garante, mas pode indicar ser um bom investimento com a frieza de quem tem muito dinheiro e precisa fazer render sem a cega paixão de um torcedor. Mas quando se fala em Brasil, principalmente quando se relaciona ao futebol, a visão imediatista e míope dos gestores desses clubes endividados, não conseguem sequer analisar para quem estão entregando seus clubes. Já está na hora dos clubes do Brasil entender melhor os critérios para transformação em SAF de maneira inteligente e pensando na perenidade de seus amados clubes.
Pelo menos essa é a minha opinião!
Por Ronaldo Abranches