Equipe da 2ª Delegacia Regional de Polícia Civil (DRPC), chefiada pelo Delegado Rodrigo Megale concluiu as investigações sobre a morte de Mariana Arlete Santana Bittencourt, revelando um caso de latrocínio cometido pela filha da vítima. O crime, inicialmente registrado como encontro de cadáver, foi esclarecido após análises detalhadas que apontaram a motivação patrimonial como o principal fator.
Segundo o investigador Cássio Poiani, a vítima foi encontrada em 4 de maio, em estado avançado de putrefação, o que indicava que a morte ocorrera dias antes. A filha, que morava com a vítima, alegou estar viajando, mas investigações revelaram inconsistências. Mensagens apagadas no celular da vítima, datadas de 28 de abril, e a ausência do carro de Mariana em Itajubá na noite de 27 de abril, localizado em Taubaté (SP), levantaram suspeitas. Além disso, tentativas de saques de cheques no valor de R$ 10 mil, bloqueados por fraude na assinatura, reforçaram as evidências contra a filha.
Com a quebra de sigilo bancário e a análise do celular da suspeita, a polícia confirmou que o crime foi planejado cerca de um mês antes. Pesquisas na internet sobre produtos químicos letais, tempo de eliminação no corpo e formas de dificultar a perícia, como atear fogo ao cadáver, indicaram premeditação. A vítima foi asfixiada, e o corpo, parcialmente carbonizado, foi deixado no banheiro para dificultar a identificação da causa da morte. A filha, presa preventivamente em meados de maio, foi indiciada por latrocínio, com denúncia já apresentada pelo Ministério Público.
Poiani explicou que a motivação envolveu questões financeiras. Após herdar uma considerável quantia do pai, falecido durante a pandemia, a suspeita dissipou o patrimônio em viagens e cirurgias plásticas. Ao retornar para viver com a mãe, conflitos financeiros surgiram, culminando no crime.
Caso de Maus-Tratos a Animais.
Em outra frente, o investigador Cássio Poiani relatou a identificação de um suspeito de maus-tratos a animais em Itajubá. Durante operação recente, a polícia localizou uma arma de pressão usada para matar gatos com chumbinhos. Pelo menos dois casos foram confirmados, com outros sob análise. O crime, enquadrado como maus-tratos a animais, pode resultar em pena de dois a cinco anos de prisão, agravada quando há morte do animal.
Poiani destacou que a prática de maus-tratos diminuiu após a lei de 2019, que aumentou a punição, mas ainda persiste devido a questões culturais. A Polícia Civil segue atuando para coibir esses crimes e responsabilizar os culpados.
Por Redação